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ES não registra casos de sarampo há 18 anos, mas cobertura vacinal diminui a cada ano no Estado

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Geral

ES não registra casos de sarampo há 18 anos, mas cobertura vacinal diminui a cada ano no Estado

Em diversos estados brasileiros já houve registros de casos de sarampo em 2018. A cobertura vacinal está diminuindo em todo o país

A campanha de vacinação acontece em agosto | Foto: Agência Brasil

As informações de que novos casos de doenças erradicadas estejam voltando a aparecer no Brasil acende um alerta. No Espírito Santo, acompanhando o cenário que ocorre em nível nacional, a cobertura vacinal está diminuindo a cada ano, inclusive nas doses aplicadas a fim de evitar sarampo e poliomielite.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), apesar da cobertura vacinal da vacina tríplice viral - contra sarampo, caxumba e rubéola - ter registrado apenas 86,18% das crianças de 1 ano de idade em 2017, o Espírito Santo não registra caso de sarampo desde o ano 2000, ou seja, há 18 anos. A cobertura vacinal ideal para este público é de pelo menos 95%.

Em comparação com o ano de 2016, o Espírito Santo registrou uma queda de aproximadamente 17% na cobertura vacinal da vacina tríplice viral em 2017. No ano anterior, a vacinação chegou a atingir um total de 104,31% da meta.

A redução da cobertura vacinal também foi registrada na vacinação contra a poliomielite. Como no caso anterior, a meta mínima do Estado é que 95% das crianças com menos de 1 ano de idade sejam vacinadas, mas em 2016, apenas 86,28% do público tomou a vacina. Em 2017 o número foi ainda menor, quando a cobertura alcançou apenas 80,61%.

Apesar da redução, a Sesa afirma que não há municípios com alto risco no Espírito Santo. Para que algum local seja considerado dessa forma, a cobertura precisa estar abaixo de 50%, o que não ocorreu. Nos anos anteriores a 2015, a cobertura vacinal no Estado variava entre 99 e 101%.

A orientação do Ministério da Saúde é que as crianças sejam vacinadas aos dois, quatro e seis meses com a vacina injetável (VIP). Posteriormente, aos 15 meses e aos 4 anos de idade, deve ser aplicada a vacina oral (VOP). As campanhas de vacinação para crianças de 1 a 5 anos acontece em agosto.

Casos registrados no Brasil

Os estados do Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro são alguns dos estados que já confirmaram casos de sarampo este ano. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus.

Leia também: Saiba quais doenças voltaram a ameaçar o Brasil

Dados do Ministério da Saúde mostram que a aplicação de todas as vacinas do calendário adulto está abaixo da meta no Brasil – incluindo a dose que protege contra o sarampo. Entre as crianças, a situação não é muito diferente – em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização. Em 312 municípios, menos de 50% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Apesar de erradicada no país desde 1990, a doença ainda é endêmica em três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

Com informações da Agência Brasil