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Três trabalhadores morrem em navio atracado em Portocel

Geral

Três trabalhadores morrem em navio atracado em Portocel

Um quarto funcionário também precisou ser socorrido e foi hospitalizado. Acidente aconteceu na manhã desta terça-feira

Rodrigo Araújo

Redação Folha Vitória
Acidente aconteceu em um navio atracado em Portocel, no litoral de Aracruz | Foto: Divulgação

Três trabalhadores morreram em um navio atracado em Portocel, em Barra do Riacho, Aracruz, região Norte do Espírito Santo, na manhã desta terça-feira (24). Um quarto funcionário também precisou ser socorrido e foi hospitalizado. A suspeita é de que as vítimas tenham inalado um gás tóxico, que estava concentrado no porão da embarcação.

De acordo com informações da assessoria de comunicação do Portocel, as vítimas atuavam como Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs) e executavam atividades no navio Sepetiba Bay, fretado pela Companhia de Navegação Norsul. A embarcação estava atracada no porto para descarregar madeira.

Vitor Olmo foi hospitalizado e o estado de saúde dele é estável | Foto: Reprodução

Os quatro portuários foram encontrados desacordados no porão desse navio. Um deles, o estivador Vitor Souza Olmo, foi socorrido, medicado no local e está estável, segundo o Portocel. 

Os outros três trabalhadores foram resgatados pelos bombeiros e brigadistas e levados para o Hospital São Camilo, em Aracruz. No entanto, eles não resistiram. As vítimas que morreram são: Adenilson Carvalho, de 47 anos, que era suplente da diretoria executiva do Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), o arrumador Clóvis Lira da Silva, de 52 anos, e o estivador Luiz Carlos Milagres, de 64 anos.

Ainda de acordo com o Portocel, as circunstâncias da ocorrência estão sendo investigadas e as autoridades competentes foram envolvidas. Por causa do acidente, a direção do porto decidiu paralisar temporariamente suas operações. O Portocel disse ainda que lamenta profundamente o acontecimento, que se solidariza com as famílias dos três trabalhadores e que está colaborando com as autoridades nas investigações.

Adenilson, Clóvis e Luiz Carlos foram levados para o hospital, mas não resistiram | Foto: Reprodução

Acidente

De acordo com o Sindicato dos Estivadores, Trabalhadores Avulsos e Com Vínculo Empregatício em Estiva nos Portos do Estado do Espírito Santo (SETEMEES), o acidente teve início quando um dos trabalhadores desceu ao porão do navio para pegar equipamentos e desmaiou. Em seguida, outros três trabalhadores portuários foram ajudar, mas também desmaiaram.

De acordo com o chefe do setor de segurança e saúde do trabalhador da Superintendência Regional do Trabalho no Espírito Santo, José Eduardo Freire de Menezes, a suspeita é de que as vítimas tenham entrado no porão sem a devida proteção. 

"Um deles estava mais acima e conseguiu subir as escadas à tempo. Mesmo assim inalou uma quantidade do gás, que é muito tóxico. Os outros três, infelizmente não conseguiram sair", contou.

O chefe de segurança do Ministério do Trabalho explicou que o gás que teria matado as vítimas é utilizado na impermeabilização de madeira e estava concentrado dentro do porão. José Eduardo disse ainda que estará no porto de Aracruz, nesta quarta-feira (25), com um outro representante do setor, para iniciar as apurações sobre o acidente.

Outro caso

Há cerca de dois anos e meio, outro trabalhador portuário morreu em serviço no Portocel. Cláudio de Windsor Santos, que na época tinha 45 anos, foi atingido por uma empilhadeira, na tarde do dia 28 de janeiro de 2016.

Na ocasião, o Suport-ES informou que um colega de trabalho da vítima operava a máquina, de 24 toneladas, e estava retirando fardos de celulose do armazém da Fibria para levar até o navio. 

Windsor, que era trabalhador avulso e atuava como conferente de carregamento, estaria próximo ao local da manobra, quando foi atingido pela empilhadeira. O trabalhador morreu na hora e o colega dele ficou em estado de choque.