Desabamento em Vila Velha: polícia vai avaliar se houve indício de crime

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Desabamento em Vila Velha: polícia vai avaliar se houve indício de crime

A conclusão dos peritos do Corpo de Bombeiros será encaminhada para a Polícia Civil, que irá avaliar possíveis indícios de crime ou não

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O Corpo de Bombeiros concluiu o laudo da perícia sobre o desabamento de um prédio no bairro Cristóvão Colombo, em Vila Velha, que terminou com a morte de três pessoas da mesma família. O documento será encaminhado para a polícia que irá avaliar se há indício de crime. 

As informações levantadas pelos peritos do Departamento de Investigação, Pesquisa e Prevenção de Incêndios (DepIPPI) e apresentadas nesta terça-feira (05) apontam que a explosão provocada por vazamento de gás ocasionou o desabamento do imóvel.

Apesar de o vazamento ser o principal fator para o incidente, as infiltrações e a falta de circulação de ar no imóvel podem ter contribuído para o desabamento da estrutura.

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De acordo com os peritos, não foi possível concluir quais os fatores fizeram com que o vazamento entrasse em combustão e causasse a explosão. Fatores como explosivos foram destacados. 

O tenente-coronel Scharlyston Martins Paiva explicou que o documento será encaminhado a Polícia Civil que irá apurar possíveis crimes envolvendo a explosão.

"O laudo, assim que concluído, é encaminhado para polícia. Ela vai avaliar se há indícios ou não de crime para poder instaurar o inquérito policial", disse.

Imóvel não estava regular e tinha infiltrações

A queda da estrutura do imóvel ocorreu, segundo os bombeiros, após uma explosão química por conta de um vazamento de gás que estava na kitnet onde morava uma das vítimas, Eduardo Cardoso. 

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre Cerqueira, disse que outros fatores referentes a estrutura, como infiltrações e falta de ventilação, podem ter contribuído com o desabamento. 

Durante as investigações, os bombeiros não identificaram o engenheiro responsável pela construção do imóvel.

"Foi informado pela prefeitura que a casa que não estava com situação regular junto ao município. Naturalmente, ela não apresentava alguns requisitos ideias. Houve outras questões, como o local de posicionamento da botija de gás, que deveria estar na área externa", lembrou. 

Investigação ajuda a prevenir novos acidentes 

Os peritos do Corpo de Bombeiros destacam que a investigação do ocorrido ajuda a aprimorar a técnicas de segurança e a prevenir novos acidentes semelhantes.

Durante a coletiva de imprensa para apresentar o resultado da perícia, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Alexandre Cerqueira, também agradeceu o apoio dos órgãos da Prefeitura de Vila Velha, a colaboração dos moradores da região do acidente e o trabalho da imprensa no dia do desabamento.

No dia do desabamento, enquanto os bombeiros prestavam socorro as vítimas, muitos vizinhos ofereceram água, alimentos e apoio as equipes que trabalhavam para tentar salvar as vítimas.

Relembre o caso: três pessoas morreram após prédio desabar

O prédio de três andares que fica no bairro Cristóvão Colombo desabou em 21 de abril, feriado de Tiradentes. Três pessoas da mesma família foram encontradas mortas após quase 19 horas de resgate. A explosão também afetou 17 residências vizinhas e 41 moradores.

Foto: TV Vitória

A única sobrevivente da tragédia foi Larissa Morassuti, de 37 anos, que chegou a ser internada, mas já se recuperou.

Na explosão, morreram o pai dela, Eduardo Cardoso, de 68 anos, a irmã Camila Morassuti, de 33, e a filha da Camila, Sabrina Morassuti, de apenas 15 anos.

Resgate durou quase 19 horas

Larissa foi a primeira a ser resgatada. A irmã dela foi localizada cerca de três horas depois. Camila chegou a ser levada para uma ambulância do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Logo depois, os bombeiros conseguiram localizar a filha de Camila. Sabrina chegou a conversar com a equipe de resgate durante um período, na parte da tarde, mas depois não fez mais contato com os bombeiros. As equipes conseguiram resgatá-la à noite, mas foi constatado que a adolescente já estava sem vida.

Durante a madrugada de 22 de abril, após quase 19 horas de buscas, foi localizado o corpo de Eduardo Cardoso, pai de Larissa e Camila, que era o proprietário do imóvel que desabou.

Foto: Montagem / Folha Vitória

*Com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record TV.

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