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Setembro deve ser o mês de queimadas mais devastador da história no Pantanal

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Setembro deve ser o mês de queimadas mais devastador da história no Pantanal

Os incêndios no bioma já comprometeram mais de 60% do território e os registros de focos de incêndio se aproximam dos recordes

Estadão Conteúdo

Redação Folha Vitória
Foto: Chico-Ribeiro/Governo Mato Grosso do Sul

O mês de setembro avança a passos largos para se tornar o mais devastador em número de incêndios no Pantanal, superando todos os índices captados pela série histórica medida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde 1998.

Apenas entre os dias 1 e 13 de setembro, foram identificados 4.611 focos de incêndio no bioma. Esse número é o maior verificado para o mês de setembro nos últimos 22 anos, só atrás do que ocorreu no ano de 2007, quando 5.498 focos de queimadas foram captadas naquele mês. Dado o ritmo dos incêndios até aqui, é grande a chance de o número de 2020 bater todos os recordes.

Os meses de agosto e setembro são, historicamente, os mais intensos em queimadas na região, por serem o auge do período seco. Agosto de 2020 foi o mais intenso desde 1998, com 5.935 focos de incêndio, ligeiramente atrás do que se viu em 2005, quando 5.993 focos foram captados pelos satélites no Pantanal.

Se for considerado o estrago já causado entre o dia 1º de janeiro e 13 de setembro de 2020, esse já é o maior da série histórica, com 14.764 focos de queimadas no período, apenas no Pantanal. Até então, o maior volume anual - de janeiro a dezembro - havia sido registrado em 2005, com 12.536 focos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.