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Obras no Grand Parc devem começar até agosto e trabalho será concluído em dois anos

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Obras no Grand Parc devem começar até agosto e trabalho será concluído em dois anos

Todas as três torres vão passar por adequações estruturais para que os moradores possam voltar para as suas casas. O desabamento aconteceu há um ano

Quase um ano após o desabamento da área comum do condomínio Grand Parc, na Enseada do Suá, em Vitória, as obras de reparo ainda não tiveram início. No local, os funcionários fazem apenas a preparação para essas obras. De acordo com o comitê de moradores, além dos dois pavimentos de garagem e da área de lazer, todas as três torres vão passar por adequações estruturais.

"Pelas informações técnicas, todos os laudos até o momento mostraram que as torres não foram atingidas. Elas estão em condições de habitação, mas por medida de segurança optou-se por fazer um reforço estrutural", disse o presidente do comitê de moradores, José Christo da Gama.

As intervenções foram anunciadas na manhã desta terça-feira (18). O desabamento tirou de casa os moradores de mais de 160 apartamentos. Quatro pessoas ficaram feridas e o porteiro Dejair das Neves, de 47 anos, não resistiu e morreu em meio aos escombros.

Um laudo da Polícia Civil apontou que a estrutura do condomínio foi entregue completamente fora dos padrões técnicos exigidos. Por nota, a construtora Incortel admitiu falhas na construção. Estudos mostraram que o colapso foi provocado por erros nos cálculos estruturais.

De acordo com o comitê, as três torres de apartamentos não foram afetadas pelo desabamento. Mais de 90% dos moradores das unidades assinaram um acordo para reconstrução da área destruída e para o reforço da estrutura do condomínio. As obras devem começar até o início de agosto. A previsão é de que o trabalho seja concluído dentro de dois anos. "Se a gente conseguir começar efetivamente as obras agora em agosto, temos a expectativa de que até 2019 todos retornem", destacou Christo.

O custo estimado para as obras é de R$ 130 milhões. A Cyrela, incorporadora responsável, informou, por nota, que o objetivo é entregar o condomínio aos proprietários em plenas condições de habitação. Disse ainda irá tomar as providências cabíveis para a punição dos responsáveis pelo acidente. Enquanto isso, os apartamentos continuam interditados.