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Morcego de duas cabeças é encontrado no Espírito Santo

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Geral

Morcego de duas cabeças é encontrado no Espírito Santo

Gêmeos siameses são raros na espécie; fenômeno foi registrado outras duas vezes

Um estudo publicado mês passado no periódico “Anatomia, Histologia, Embryologia” descreve um morcego encontrado no Espírito Santo, em 2001. Desde então, o raro espécime foi mantido numa coleção do Laboratório de Mastozoologia, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, mas só agora foi analisado. O cadáver do morcego raro de duas cabeças foi encontrado e analisado pelo pesquisador de pós-doutorado em biologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Marcelo Rodrigues Nogueira. 

Os morcegos gêmeos siameses foram documentados duas vezes na história: em 1969 e em 2015. Apesar de não existir uma explicação oficial para o fato dos morcegos idênticos estarem unidos, o fenômeno é conhecido por acontecer quando um óvulo fertilizado se divide muito tarde. As informações foram publicadas pelo site Live Science.

Em e-mail enviado para o site Live Science, o cientista brasileiro afirma que ficou “completamente atônito” ao encontrar o morcego. "Já manuseei vários morcegos, alguns com características morfológicas incríveis, mas nenhum tão surpreendente quanto esses gêmeos."

Os pesquisadores tiveram contato com os morcegos após os animais terem sido doados para o laboratório da universidade. Como os cientistas não tiveram contato com as amostras quando foram encontradas, não é possível saber se eles já nasceram mortos ou não.

De acordo com a Live Science, os morcegos foram encontrados embaixo de uma mangueira, em 2001. O raio-X dos animais revela que as espinhas dos gêmeos siameses formam um “Y”, com duas colunas se separando na parte inferior das costas.

Exames de ultrassom também mostram que os animais tinham corações de tamanho igual. Os pesquisadores suspeitam que os morcegos tinham corações separados.

Como a maioria dos morcegos tem apenas um filhote por vez, encontrar gêmeos morcegos, mesmo que não siameses, é um fato raro. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Anatomia Histologia Embryologia, em junho.