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Após polêmica, OAB diz que tem autonomia para acompanhar casos de feminicídio

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Após polêmica, OAB diz que tem autonomia para acompanhar casos de feminicídio

A vice-presidente da OAB-ES defendeu ainda que o presidente da Ordem, Homero Mafra, está exercendo seu pleno direito de advocacia e que é preciso fazer a distinção entre o advogado e o cargo de presidente da entidade

Após a polêmica envolvendo a diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil do Espírito  e a Comissão da Mulher Advogada, que havia solicitado para acompanhar o andamento das investigações do homicídio da médica Milena Gottardi, mas não obteve liberação da diretoria,  a OAB-ES anunciou que vai acompanhar casos de feminicídio que acontecerem no Estado. 

Segundo a vice presidente da OAB-ES, Simone Silveira, a Ordem tem autonomia para decidir quais casos precisam de acompanhamento e que a intenção é acompanhar todos os casos de feminicídio. 

A vice-presidente defendeu ainda que o presidente da OAB, Homero Mafra, está exercendo seu pleno direito de advocacia e que é preciso fazer a distinção entre o advogado e o cargo de presidente da Ordem. 

Nesta segunda-feira (25), o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) e a Associação Médica do Espírito Santo (Ames), divulgaram um nota de repúdio após em reunião extraordinária entre as entidades, realizada nesta segunda-feira (25), com representantes dos poderes legislativo estadual e federal, respectivamente, deputados Hércules Silveira, Hudson Leal, Rafael Favatto Garcia e Carlos Manato, onde criticaram o posicionamento da OAB-ES de não autorizar a Comissão da Mulher Advogada a acompanhar o inquérito que investiga a morte da colega médica Milena.

Em nota, 4ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Espírito Santo, por meio de sua Diretoria, pediu nesta segunda-feira que a Diretoria da OAB/ES esclareça os fatos que cogitam a utilização da condição de Presidente da OAB/ES e eventual influência do presidente da Entidade e sua condição de advogado do ex-marido da médica Milena Gottardi; além da não aprovação por parte da diretoria da OAB ao pedido da Comissão da Mulher Advogada da OAB/ES para acompanhar o inquérito, mesmo diante das diretrizes do Conselho Federal da OAB.

Já na Assembleia Legislativa, o segundo-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, Enivaldo dos Anjos (PSD), fez um pronunciamento durante a sessão ordinária desta segunda-feira (25) criticando o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Homero Mafra, por assumir a defesa de um dos acusados de ser o mandante do assassinato da médica Milena Gottardi.

“O presidente da OAB assumiu a defesa de um crime odioso de feminicídio envolvendo seis pessoas para matar uma médica inocente. Ele já deu declaração dizendo que o cliente dele é inocente. Onde estão os advogados do Espírito Santo que deixam o nome da Ordem ir para o ralo?”, indagou.