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Entidades médicas ameaçam parar atendimento à população por falta de segurança

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Entidades médicas ameaçam parar atendimento à população por falta de segurança

Ultimato foi dado nesta segunda-feira (25), dez dias depois da morte da médica Milena Gottardi no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória

Dez dias depois após o assassinato da médica Milena Frasson, colegas de profissão ameaçam paralisar as atividades se, em 15 dias, não tiverem segurança para trabalhar. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (25) após uma reunião em que a categoria debateu a falta de proteção no dia-a-dia das unidades de saúde.

"Estamos perdendo bons profissionais na linha de frente das UPA´s e PA´s, que uma vez ameaçados estão desistindo de ser funcionários ou pedindo transferência para posto de saúde do tipo ambulatório", afirmou o presidente do Conselho Regional de Medicina Carlos Magno Pretti Dalapicola.

De acordo com presidente do sindicato dos Médicos, Otto Baptista, entre 10 e 15 médicos pedem demissão no Estado por mês por conta da Violência de que são vítimas no trabalho.

"A maior concentração acontece aqui na Grande Vitória. Agora vamos ver a sinalização por parte dos deputados, sejam estaduais ou federais, para trazer uma resposta, um modelo. Se isso não ocorrer, infelizmente a ponta mais fraca é a população e nós não queremos isso", disse.

O debate dos médicos foi motivado, principalmente, pela perda de uma colega de profissão no último dia 14. A oncologista Milena Gottardi Tonini Frasson, de 38 anos, morreu um dia depois de ser baleada em Vitória. A médica saía do plantão no Hospital das Clínicas, acompanhada por outra médica, quando foi atingida por um tiro na cabeça.

Depois do crime, entidades que representam os médicos decidiram fazer oito reivindicações de segurança aos poderes legislativos estadual e federal. Os médicos definiram um prazo de quinze dias para que as solicitações sejam atendidas, caso contrário, ameaçam cruzar os braços como forma de protesto.

A categoria reivindica, para todas as unidade públicas de Saúde do Estado, Segurança armada; câmeras de videomonitoramento; circuito interno de TV; iluminação no entorno dos acessos e sob as árvores existentes nas unidades de saúde; poda de árvores para melhor visibilidade; controle de entrada e saída de carros e motos; identificação eletrônica de qualquer pessoa para acesso às dependências dos hospitais; UPAs ou PAs e patrulha motorizada.