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Pesquisadores realizam nova expedição na Foz do Rio Doce e em Unidades de Conservação Marinhas

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Pesquisadores realizam nova expedição na Foz do Rio Doce e em Unidades de Conservação Marinhas

A pesca na região da foz do Rio Doce continua proibida. A área de proibição se estende desde Degredo, em Linhares, até Barra do Riacho, em Aracruz

Pesquisadores das universidades federais do Espírito Santo (UFES), do Rio Grande (FURG) e do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) voltam ao mar entre os dias 23 e 27 de setembro para dar continuidade ao monitoramento dos impactos da pluma de sedimentos, na foz do rio Doce e nas Unidades de Conservação federais marinhas do ES – APA Costa das Algas e Refúgio de Vida Silvestre (RVS) de Santa Cruz. Nos dias 29 e 30 a equipe se desloca para coletas no Parna Marinho de Abrolhos, na Bahia. As três unidades de conservação que serão monitoradas são administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os trabalhos da expedição vão verificar como está o comportamento da pluma de sedimentos nas áreas a serem monitoradas – rio Doce, APA Costa das Algas, RVS de Santa Cruz e Parque Nacional de Abrolhos. "Novamente serão coletadas amostras de água, sedimento e organismos vivos, como peixes, camarões e plâncton", explica o analista ambiental do Tamar/ICMBio, Nilamon de Oliveira Leite Júnior.

Como na última expedição, realizada em dezembro de 2016, as coletas na foz do Rio Doce se darão a bordo do navio de pesquisas Abaeté, contratado pela Fundação Renova (instituição autônoma e independente constituída para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da Samarco Mineração S.A., localizada em Mariana (MG). Em Abrolhos, as coletas serão realizadas a bordo da embarcação Scuba, contratado pelo ICMBio, por meio do FUNBIO/Projeto GEF Mar.

Para o professor e pesquisador do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Adalto Bianchini, fazer uma coleta nessa época do ano é muito importante, considerando que existem mais frentes frias e diferentes condições oceanográficas, que remobilizam os sedimentos e poderão revelar novas informações sobre o comportamento da pluma de sedimentos e seu impacto sobre os organismos.

Pesca continua proibida

A pesca na região da foz do Rio Doce continua proibida. A área de proibição se estende desde Degredo, em Linhares, até Barra do Riacho, em Aracruz, limitando-se à profundidade de 20 metros e aguardando novos estudos e pareceres para possível liberação.

Histórico das expedições

A primeira expedição foi feita a bordo do navio Vital de Oliveira, da Marinha, entre os dias 26 de novembro e 2 de dezembro de 2015, cinco dias após a lama chegar ao mar de Regência (ES).

A segunda expedição foi realizada pelo navio Soloncy Moura, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no período de 27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2016.

Entre os dias 15 de fevereiro e 19 de fevereiro foi realizada a terceira expedição, a bordo do navio Antares, da Marinha, somente com a equipe da Ufes.

A quarta expedição também foi realizada pelo navio Soloncy Moura, no período de 19 a 30 de abril.

A quinta expedição foi realizada a bordo da embarcação Abaeté, custeada pela Fundação Renova, no dia 6 de dezembro de 2016.

Esta nova expedição amostrará os mesmos pontos das expedições anteriores, conforme plano de trabalho feito em conjunto com os órgãos ambientais, ICMBIO, IEMA e IBAMA no âmbito da CTBIO-Câmara Técnica de Biodiversidade, que coordena as cláusulas de monitoramento do TTAC-Termo de Ajuste do Conduta.