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Se a via fosse duplicada, a tragédia não teria ocorrido, diz PRF

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Se a via fosse duplicada, a tragédia não teria ocorrido, diz PRF

Além da duplicação, outros fatores podem colaborar para que acidentes desse tipo não voltem a acontecer

Ainda estão sob investigação as causas do acidente que provocou a morte de 11 pessoas, no km 450 da BR 101, em Mimoso do Sul, na tarde do último domingo (10). Para a Polícia Rodoviária Federal, a falta de duplicação é um dos fatores que podem ter provocado a tragédia.

De acordo com o inspetor da PRF Macedo Miranda, nenhuma hipótese pode ser descartada. "Esse acidente é muito parecido com a outra tragédia há menos de três meses. As informações que levantamos no local vão subsidiar a perícia de onde vai aparecer a causa exata. Essas informações vão aparecer com o tempo", disse.

A PRF ainda afirma que, além da duplicação, a sinalização adequada no meio da pista e uma direção mais prudente por parte dos motoristas poderiam evitar acidentes com batidas de frente, que é o tipo de acidente que mais mata. "É o mais grave porque soma as velocidades e fica difícil evitar as consequências", afirma o inspetor.

No local do acidente, novas análises podem ser feitas. Além disso, a PRF ainda trabalha para que mais acidentes como esse não aconteçam. "Isso não tem mais que acontecer. [Nosso serviço] seria a intensificação da fiscalização, a colocação de radar e a conscientização. Faremos tudo o que for possível para isso não se repetir", disse Miranda.

Para o engenheiro de tráfego e professor universitário Fábio Romero, a duplicação da BR 101 tornaria a via mais segura para os usuários. "A pista dupla torna o índice de acidente bem menor. Além disso, ela ainda deveria ser separada com uma barreira física entre as duas", disse.

Romero também afirma que é necessário uma fiscalização maior para os veículos de carga. "Talvez uma proibição de tráfego em uma volta de feriado onde o fluxo de carros é muito grande", sugere. Para ele, a rodovia em questão já deveria estar duplicada há anos. "As atuais condições não atendem mais o fluxo, que é bem maior do que quando foi projetada", finaliza.