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Familiares e amigos realizam passeata e pedem justiça para o caso Milena Gottardi

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Geral

Familiares e amigos realizam passeata e pedem justiça para o caso Milena Gottardi

A manifestação aconteceu em Fundão, justamente na semana em que o inquérito sobre o assassinato da médica foi concluído e enviado ao MPES

Balões brancos, pedidos de paz e justiça, e a presença de familiares, amigos e autoridades, marcaram mais uma passeada em memória da médica Milena Gottardi, assassina a tiros, após sair do trabalho no Hospital das Clínicas, em Vitória. 

A passeata recebeu o nome "Todos por Milena", e foi realizada no município de Fundão, cidade natal da médica. O cortejo, teve inicio às 15h30, e seguiu até a Igreja Matriz São José, no centro da Cidade. Os presentes, aproximadamente 200 pessoas, seguiram a manifestação pedindo justiça e o fim da violência contras as mulheres.

Inquérito 

O inquérito sobre o assassinato da médica Milena Gottardi Tonini Frasson, concluído na última quarta-feira (18), já está com o Ministério Público Estadual (MPES), que decidirá se vai ou não oferecer denúncia à Justiça. A expectativa é que a decisão aconteça até a próxima sexta-feira (27).

O documento foi recebido pelo MPES nesta sexta-feira e agora está nas mãos de quatro promotores de justiça. A contar da próxima segunda-feira, eles têm cinco dias para decidir se oferecem ou não a denúncia ao Judiciário.

O inquérito foi conduzido pelo titular da Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DHPM), delegado Janderson Lube. Em pouco mais de um mês de investigações, foram colhidos mais de 40 depoimentos, que resultaram em um documento de 2 mil páginas.

Ao todo, seis pessoas foram indiciadas por envolvimento no crime, entre elas o ex-marido de Milena, o policial civil Hilário Frasson, e o pai dele, Esperidião Frasson. Eles responderão por homicídio qualificado por feminicídio, emboscada e pagamento ou promessa de recompensa.

Já os suspeitos de atuar como intermediários do crime, Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho, e Valcir da Silva Dias, além de Dionathas Alves Vieira, suspeito de ser o executor, e Bruno Broeto, que teria roubado a moto usada no crime, foram indiciados por homicídio qualificado e pelo furto do celular da vítima.

Hilário Frasson continua preso na Delegacia de Novo México, em Vila Velha. Ele e os outros cinco suspeitos de envolvimento no crime cumprem prisão temporária. Os promotores devem agora avaliar a necessidade da transformação da medida em prisão preventiva, que não tem prazo para terminar.