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Número de problemas relacionados ao crack é alto em 18 municípios do interior do ES, aponta pesquisa

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Número de problemas relacionados ao crack é alto em 18 municípios do interior do ES, aponta pesquisa

Constatação é do Mapa do Crack, elaborado pela CNM. Apenas Dores do Rio Preto alega não ter problemas oriundos do uso da droga

O crack deixou de ser um problema exclusivo das grandes cidades e se tornou uma preocupação frequente para municípios do interior. É o que indica o Mapa do Crack, elaborado pelo Observatório do Crack, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

No Espírito Santo, segundo o levantamento, 18 municípios do interior consideram alto o nível dos problemas relacionados ao consumo da droga. São eles: Bom Jesus do Norte, Mimoso do Sul, Muqui, Marataízes, Cachoeiro de Itapemirim, Vargem Alta, Castelo, Divino de São Lourenço, Ibitirama, Santa Maria de Jetibá, Aracruz, Baixo Guandu, Pancas, Sooretama, Jaguaré, Água Doce do Norte, Boa Esperança e Pinheiros.

Outros 32 municípios capixabas apontaram que o nível dos problemas relacionados ao crack é médio, 16 disseram que é baixo e outros 11 não responderam ao questionamento da CNM. O único município capixaba que declarou não haver qualquer problema relacionado ao consumo da droga foi Dores do Rio Preto, na região do Caparaó.

No Brasil, dos 5.568 municípios pesquisados, 1.151 consideraram alto o número de problemas oriundos do crack, 2.019 o classificaram como médio, 1.201 como baixo, 254 disseram não sofrer com esse tipo de problema e 944 não responderam à pesquisa.

Levantamento

consultor da CNM e responsável pelo Observatório do Crack, Eduardo Stranz, explicou que o levantamento é realizado desde 2011 e é totalmente feito com base na declaração dos representantes dos municípios. 

"Cada prefeito recebe uma senha para preencher um questionário eletrônico, pela internet. Nesse questionário ele assinala como está o problema do crack na cidade. A qualquer momento ele pode acessar o formulário e fazer alterações", explicou.

Segundo Stranz, diversos fatores contribuem para a disseminação do crack para o interior. "A questão da mobilidade das pessoas pode contribuir para isso. Uma pessoa do interior pode, por exemplo, realizar um trabalho sazonal em um centro urbano e ter acesso à droga. Quando ele retorna, pode levar a droga para a área rural. Além disso, o traficante descobriu que tem gente que compra a droga no interior e, como nesses locais o policiamento geralmente é mais brando, a droga acaba chegando com mais facilidade até as pessoas", ressaltou.