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Argentina nega que 'ruídos' detectados sejam de submarino desaparecido

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Geral

Argentina nega que 'ruídos' detectados sejam de submarino desaparecido

Segundo porta-voz, análises das gravações indicam que os sons são da vida marinha, não de alguém batendo no casco da embarcação

O submarino ARA San Juan, que desapareceu com 44 pessoas em 15 de novembro, mobiliza uma operação sem precedentes na história, segundo informações do jornal argentino Clarín. A publicação argentina detalha a preparação de resgate como uma operação "hollywoodiana": aviões militares, caminhões indo e voltando com ferramentas e equipamentos de última geração e dezenas de 100 militares mobilizados.

"Apesar de termos treinado, não existe antecedentes de algo similar", disse o capitão da operação, Michael Oberlein. "Temos a melhor tecnologia". Um dos equipamentos de resgate conta com quatro veículos submergíveis não-tripulados e uma sonda para tentar localizar o submarino - todos comandados por controle remoto.

Se encontrarem a embarcação, uma câmara de resgate pressurizada será enviada para salvar os tripulantes. Serão seis por viagem em uma operação similar com o que ocorreu com os mineiros do Chile em 2010, informa o Clarín. 

Ruídos

Análises revelaram que os “ruídos” detectados no Oceano Atlântico não são do submarino ARA San Juan, informou na noite de segunda-feira Enrique Balbi, porta-voz da Marinha. Segundo ele, o estudo dos ruídos indicam que eles não correspondem a algo sendo golpeado contra o caso do submarino, como se cogitou inicialmente, mas são de origem biológica.

Ele acrescentou que, de todas as formas, navios oceanográficos argentinos com sonda, que estão sendo usados para vasculhar o leito marinho desde o local onde se detectou o ruído, vão voltar ao local "para que não fiquem dúvidas". 

Durante a tarde, Balbi informou que os ruídos tinham sido registrados por sonares. As gravações foram levadas para a base naval de Belgrano, onde foram analisadas.

Segundo o porta-voz da Marinha, os sinais “foram detectados a 360 quilômetros” da costa argentina, a uma profundidade de 200 metros”. O ponto, segundo Balbi, “coincide com o caminho que o submarino tomaria para chegar à base como estava previsto”.