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'Novembro Roxo' promove conscientização sobre o parto prematuro em Cachoeiro

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Geral

'Novembro Roxo' promove conscientização sobre o parto prematuro em Cachoeiro

Somente no Hospital Evangélico do município nascem cerca de 700 bebês prematuros por ano, e ao contrário do que se pensa, é possível sim prevenir o parto, de acordo com os médicos

Além de Azul, o novembro também é Roxo no Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (HECI). Durante todo o mês, o hospital realiza uma série de ações de conscientização sobre a importância de prevenir a prematuridade, e assim dar visibilidade para o alto índice no país e as consequências para o bebê, a família e a população em geral, além de possibilitar a reflexão sobre a qualidade e a humanização do atendimento aos prematuros nas UTIN´s e Unidade de Alto Dependência de Cuidados (UADC´s).

O bebê que nasce com menos de 37 semanas de gestação (36 semanas e seis dias) e peso igual ou inferior a 2kg é considerado prematuro, ou pré-termo. No Brasil, o nascimento de bebês prematuros corresponde a 12,4% dos nascidos vivos, de acordo com dados do Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Ministério da Saúde.

Somente no hospital Evangélico, nascem cerca de 700 bebês prematuros todos os anos. “Em média, metade desse número necessita ficar internado para cuidados intensivos na UTIN”, comenta a médica Andressa Mussi, coordenadora do setor.

As ações serão realizadas entre os dias 13 e 17 de novembro, dia D da campanha, e quando se comemora o Dia internacional da Sensibilidade da Prematuridade. Serão realizadas oficinas de patch aplique, ponto otinho, sessão de fotos e o tradicional encontro de prematuros celebraram a data com grandes confraternizações, troca de experiências e aprendizados.

“A maioria da população não está ciente de que muitas vezes é possível prevenir o parto prematuro e suas consequências para a saúde do bebê”, comenta Fernanda Benevenuto, assistente social do HECI.

Parto prematuro

Estão em maior risco para trabalho de parto prematuro as mulheres que já passaram por um parto prematuro, que estão grávidas de gêmeos ou múltiplos ou com história de problemas de colo do útero ou uterinos. Além disso, outros fatores podem levar ao parto prematuro como ausência do pré-natal, fumo, álcool, drogas, estresse, entre outros.

Os gêmeos Luísa Helena e Luiz Henrique fazem parte desses números. Nascidos em abril deste ano, eles vieram ao mundo de parto normal quando a mamãe Kefiny dos Santos estava com apenas 29 semanas de gestação. “Apesar de ter seguido as recomendações médicas e ter ficado em repouso no hospital com os medicamentos adequados, os bebês vieram ao mundo naturalmente”, conta.

A menina nasceu pensando 1,230kg e medindo 39cm. O menino chegou um pouco menos, com 1,220 e 38 cm. Depois disso, foram dois meses de hospital até que finalmente ela pôde levá-los para casa. “Com 10 dias de nascida, a Luísa Helena passou por uma cirurgia cardíaca. O Luiz Henrique nasceu um pouco cansado, mas graças a Deus e a toda equipe pudemos ir para casa com a certeza de que estava tudo bem mesmo com eles”, completa.

Os gêmeos hoje estão com seis meses e pensam 6,900Kg (Luísa) e 5,900kg (Luiz).