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Cão é resgatado por ONG após ser abandonado à beira da morte em quintal de casa na Serra

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Geral

Cão é resgatado por ONG após ser abandonado à beira da morte em quintal de casa na Serra

O animal, que tem cerca de 15 anos e já está cego, foi encontrado acorrentado, sem água, comida ou abrigo. A dona admitiu que havia o largado para morrer

Cachorro foi encontrado à beira da morte no quintal de uma casa, em Eldorado, na Serra

Um cachorro idoso e cego foi largado para morrer no quintal de uma casa, no bairro Eldorado, na Serra. Ele foi resgatado, no último domingo (17), por membros de uma ONG protetora de animais, que o encontraram à beira da morte. O cão estava acorrentado, sem água, comida ou abrigo.

Os membros da ONG foram até a residência após receberem uma denúncia de maus tratos. Ao chegar ao local, a protetora de animais Lívia Guimarães foi recebida pela dona do cachorro, que admitiu ter deixado o animal no local para morrer. 

Um vídeo feito no momento em que Lívia e outras protetoras de animais chegaram ao local mostra que elas tiveram de implorar para que a mulher entregasse o cão. Somente depois de muita discussão, a dona da casa deixou as voluntárias entrarem para resgatar o animal.

"Ela falava: 'aquilo ali não tem mais jeito'. Aquilo. Nossa, isso me dói profundamente. É uma vida. Se ela não tinha dinheiro para cuidar, que pedisse ajuda. Mas que não deixasse daquele jeito. É muito triste uma vidinha daquela não ter dignidade nem para morrer, nem para ter os últimos anos de vida em paz, tranquilo e ter o mínimo de conforto", lamentou Lívia.

A protetora de animais calcula que o cão tenha cerca de 15 anos. Além de cego, ele foi encontrado sem a maioria dos dentes, desnutrido e desidratado. Lívia conta que o cachorro estava tão debilitado que não dava nem para saber a raça dele. A voluntária procurou uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência por maus tratos ao animal.

Cuidados

Heitor está sendo tratado em uma clínica veterinária na Serra

Desde o dia do resgate, o cachorro está recebendo cuidados em uma clínica veterinária na Serra. O animal agora é chamado de Heitor, uma referência a um bravo herói da mitologia grega. O nome significa "aquele que guarda, que suporta".

Heitor ainda não consegue andar e nem tem previsão de alta. No entanto, já levanta a cabeça e se alimenta sozinho. Um vídeo feito pela veterinária que está cuidando do animal mostra ele comendo. Ela começa colocando a comida na boca do cachorro, mas logo ele se anima e passa a comer direto da vasilha.

Enquanto Heitor segue sendo cuidado, a polícia já tá fazendo a parte dela. "Em decorrência da falta de algumas informações, como o nome da proprietária do referido animal, solicitamos que a representante da ONG fizesse esse levantamento junto aos vizinhos para que pudéssemos instruir melhor esse boletim de ocorrência e, posteriormente, fazer os levantamentos devidos e encaminhar à delegacia pertinente, no município de Serra", disse o delegado Isaías Tadeu.

O delegado destaca ainda que o que aconteceu com Heitor é crime. "Ela deveria procurar um profissional ou alguém que pudesse levar esse animal a um profissional para constatar realmente o estado em que ele se encontra. Pelo que vimos nas imagens, é uma situação de maus tratos por parte da proprietária", afirmou.

Lívia espera que justiça seja feita e que a ONG não precise mais atender a casos de maus tratos a animais, como o de Heitor.

"O que a gente quer mesmo é que haja punição de alguma forma. Pelo amor de Deus, a gente implora. A gente não aguenta mais resgatar e ver tantos casos de maus tratos todo dia. Semana passada uma amiga minha resgatou comigo uma Boxer jogada na caçamba de lixo, com tumor no cérebro, para morrer, idosa. Isso não pode continuar, alguém tem que tomar alguma atitude, alguma providência", implorou.

Por meio de nota, a Polícia Civil esclarece que quem cometer crimes de maus tratos contra animais pode pegar de três meses a um ano de detenção, além de pagar multa. Denúncias podem ser feitas em qualquer unidade policial ou pelo disque-denúncia, no telefone 181. Não é preciso se identificar.