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Famílias mantêm tradição cristã de Santa Luzia em Anchieta

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Famílias mantêm tradição cristã de Santa Luzia em Anchieta

No dia da Santa, celebrado na próxima quarta-feira (13), as crianças colocam capim para o cavalinho em troca de doces. O costume veio com os italianos ainda no século XIX e se estendeu até os dias atuais

A família da advogada Jakeline Petri Salarini segue a tradição até os dias de hoje

Uma antiga tradição cristã trazida ao Espírito Santo pelos imigrantes italianos no século XIX é mantida até os dias de hoje pelas famílias do município de Anchieta. Na véspera do Dia de Santa Luzia, comemorado no dia 13 de dezembro, as crianças são incentivadas a colocar capim para o cavalinho da Santa protetora da visão em troca de doces.

A crença é passada de geração em geração, e no dia 12, as crianças colocam pratinhos com capim, milho e flores próximo à árvore de natal ou na mesa da casa. No dia seguinte, no lugar do capim, as crianças, que tiveram bom comportamento durante o ano, encontram os doces.

Na família da produtora rural Josana Dona, moradora da localidade Subaia, no interior de Anchieta, a tradição é mantida por cinco gerações. Ela conta que aprendeu o costume com sua bisavó. “Eu adorava o dia de Santa Luzia, e a expectativa era grande para ganhar doces e ouvir as histórias que meus avós contavam sobre a santa”, lembra.

Ela fez questão de passar a tradição para o filho. “Ficava muito feliz pela manhã quando via o prato com docinhos e quis passar essa cultura para meu filho, Gabriel”, disse. E o Gabriel, de sete anos, segundo Dona, fica ansioso com a proximidade da data. “Ele fica todos os dias, antes de chegar a data, com o calendário na mão para saber qual o dia certo para colocar o pratinho com capim”.

Tradição

Há quatro gerações, a família da advogada Jakeline Petri Salarini segue a tradição. Ela aprendeu com os pais quando era criança, e costumava colocar pratinhos enfeitados com capim e flores. “Aprendemos com minha mãe e ela com meus avós. A alegria era muito quando acordávamos e os pratos estavam cheios de doce. Íamos dormir com ansiedade para ver o que ganharíamos no outro dia”, conta.

E o costume passou para sua filha, Antônia, de três anos. “Mantive o costume para milha filha e espero que essa cultura não morra. Na casa da minha mãe, ela coloca até hoje doce para mim e para meu irmão”, entrega. E a mãe da advogada, a aposentada Bernadete Petri Salarini, relembra quando seus filhos eram crianças. “Os meus filhos iam dormir cedo ansiosos para chegar o dia tão esperado”, completa.