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Salgueiro e Beija-Flor se destacam no segundo dia do Grupo Especial do Rio de Janeiro

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Entretenimento

Salgueiro e Beija-Flor se destacam no segundo dia do Grupo Especial do Rio de Janeiro

As escolas Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha do Governador, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Beija-Flor fecharam a folia carioca

A Marquês de Sapucaí recebeu na noite de segunda (12) para terça-feira o última dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. As escolas Unidos da Tijuca, Portela, União da Ilha do Governador, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Beija-Flor de Nilópolis levaram todas as suas cores à avenida e fecharam a folia com chave de ouro. 

Lembranças de obras do ator e diretor Miguel Falabella tomaram o sambódromo da Marquês de Sapucaí com o desfile da Unidos da Tijuca, a primeira a desfilar. A escola contou com a participação de diversos atores e atrizes que fizeram parte das obras de Falabella. Com destaque, a atriz Cláudia Raia participou no carro alegórico que lembrou o musical "O beijo da mulher aranha". 

A atriz Sheron Menezzes foi um dos destaques da Portela, segunda escola a passar pelo sambódromo. A tradicional escola de Oswaldo Cruz deu uma aula de história na avenida. O enredo “De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá” contou a história dos judeus que fugiram da Europa e se refugiaram na região nordeste do Brasil no século 17. As alas ainda contaram sobre a retomada dos portugueses, expulsando os holandeses que saíram dos estados nordestidos e foram para América do Norte. A escola destacou elementos culturais do nordeste brasileiro durante o desfile, que falou principalmente de Pernambuco.

O desfile da União da Ilha do Governador foi de dar água na boca, literalmente. A escola apresentou o enredo "Brasil bom de boca" e narrou a história da gastronomia do País, desde a chegada dos portugueses até os dias de hoje. A União não só representou ingredientes típicos da culinária brasileira no desfile; ela foi além: as alegorias exalavam aromas de diferentes comidas, que puderam ser sentidos pelo público presente.

A apresentação da União da Ilha ainda contou com a participação de mais de cem chefs, como os renomados Erick Jacquin, Kátia Barbosa, Ana Luiza Trajano, Alejandra Maidana, Roberta Sudbrack e Flávia Quaresma, que desfilaram no último carro alegórico.

A Salgueiro entrou na passarela do samba com a intenção de homenagear as mulheres negras, mas acabou causando polêmica nas redes sociais. A escola, que apresentou o enredo "Senhoras do ventre do mundo", foi muito criticada por pintar o rosto dos componentes de preto - o que é conhecido como blackface, procedimento usado por atores brancos no século 19 para representar negros no teatro. Outro ponto que foi alvo de críticas foi a comissão de frente, composta quase que totalmente por homens. Internautas apontaram incoerência por parte da escola por querer homenagear mulheres e deixá-las de fora da ala. Polêmicas à parte, a escola prestou um tributo a mulheres negras que marcaram a história da humanidade, como a Rainha de Sabá. Considerada a "rainha das rainhas", Viviane Araújo brilhou à frente da bateria da escola.

Primeiro museu do Brasil, o Museu Nacional foi o tema escolhido pela Imperatriz Leopoldinense para tentar quebrar o jejum de 17 anos de títulos do Carnaval do Rio. A escola do bairro de Ramos foi a penúltima a cruzar a Sapucaí e levou à avenida representações de alguns dos mais de 20 milhões de itens da instituição, que completa 200 anos de existência em 2018. O enredo "Uma noite real no Museu Nacional", do carnavalesco Cahê Rodrigues, foi como uma versão carioca do filme Uma Noite no Museu (2006).

"Oh pátria amada, por onde andarás? Seus filhos já não aguentam mais!". Foi com esse questionamento que a Beija-Flor de Nilópolis transformou a Marquês de Sapucaí no palco de um verdadeiro protesto contra corrupção, violência, intolerâncias racial, de gênero e muitos outros problemas sociais do Brasil. Com o enredo "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu", a escola fez duras críticas à realidade do País e, ao final da apresentação, arrastou uma multidão na avenida. A agremiação aproveitou os 200 anos de Frankenstein, romance de Mary Shelley, para tratar os temas, relacionando o monstro que foi abandonado por seu criador ao povo abandonado por seus governantes.

A Beija-Flor concluiu o desfile com 72 minutos, mas, depois que os componentes chegaram até a área de dispersão, o público tomou a avenida e continuou cantando o samba da escola