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Recordes de audiência e combate a fake news marcaram a cobertura da paralisação da PM no ES

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Polícia

Recordes de audiência e combate a fake news marcaram a cobertura da paralisação da PM no ES

A TV Vitória/Record TV e o jornal online Folha Vitória bateram recordes de audiência na época da crise da Segurança Pública no Estado

Iures Wagmaker

Redação Folha Vitória

O período de paralisação da Polícia Militar no Espírito Santo foram dias em que os capixabas viveram um verdadeiro exílio. Grande parte da população não podia ou estava com medo de sair das próprias casas. Recolhidos nas residências, a única forma de saber o que estava acontecendo era por meio dos veículos de comunicação.

Não tinha para onde correr. Na rádio, na televisão e na internet, o assunto era o mesmo: paralisação. Enquanto viviam com medo, todos se perguntavam: até quando? Mais quantos vão morrer? Um acordo vai ser fechado? Quando poderemos sair nas ruas novamente? E para o trabalho, quando voltaremos à rotina normal?

Na TV Vitória/Record TV, os programas locais e nacionais realizaram uma cobertura completa. Cada detalhe era passado para o telespectador durante toda a programação. O capixaba já acordava bem informado com o ES no Ar, seguido do Fala Manhã. Ao meio dia, o Balanço Geral trazia tudo o que era novidade a respeito do assunto, que seguia para o Fala Espírito Santo. A noite, o Cidade Alerta e o Jornal da TV Vitória permaneciam na missão de manter a população por dentro de tudo que acontecia.

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Na internet, as informações eram atualizadas a todo o momento. Toda a equipe do jornal online Folha Vitória trabalhou constantemente em busca da informação necessária, com a credibilidade de sempre para manter o capixaba atualizado de todos os fatos que aconteciam e não paravam de chegar.

Recordes

O Folha Vitória bateu recordes de acesso

Uma das maiores audiências registradas no período foi a do Balanço Geral. Na época, apresentado pelo jornalista Douglas Camargo, o programa alcançou recordes de audiência e ganhou repercussão em diversos sites nacionais especializados em mídia. Um dos portais, por exemplo, destacou que os picos de audiência da TV Vitória / Record TV chegaram a 38 pontos durante a exibição do jornalístico.

Outro recorde alcançado pelo jornalismo da Rede Vitória se deu por meio do jornal online Folha Vitória. Durante todo o mês de fevereiro de 2017, a audiência atingiu a marca histórica de 15,6 milhões de visualizações, se destacando na cobertura da crise de segurança pública no Estado e paralisação das atividades da Polícia Militar.

Redes Sociais

Neste período, quando tudo era novidade para todos, as redes sociais se tornaram importantes ferramentas para a propagação das notícias. A cada dia, as redes sociais da Rede Vitória alcançavam recordes de acessos e de engajamento.

No primeiro dia da paralisação, em 04 de fevereiro de 2017, a página do jornal online Folha Vitória no Facebook possuía pouco mais de 198 mil seguidores. Dez dias depois, o número de curtidas na página já havia registrado um crescimento de 17%, passando para mais de 230 mil. Em todo o mês de fevereiro, o aumento foi superior a 20%.

Também foi pelo Facebook que foram transmitidos, ao vivo, alguns dos momentos importantes e decisivos para o período. Pela página do Folha Vitória, o internauta pode acompanhar, por exemplo, a coletiva com o governador Paulo Hartung, que na época estava afastado para a realização de uma cirurgia. A transmissão alcançou mais de 300 mil visualizações, sendo mais de 12 mil pessoas assistindo em tempo real. A publicação também foi compartilhada mais de 4 mil vezes e recebeu 46 mil comentários.

Confira como foi a transmissão:

Fake News

Enquanto as informações verídicas chegavam aos usuários das redes sociais, uma verdadeira enxurrada de notícias falsas também eram espalhadas com grande facilidade por meio do Facebook ou Whatsapp. Centenas de vídeos e fotos circulavam com grande facilidade pelos grupos dos aplicativos de mensagens e ganhavam as redes sociais com centenas de compartilhamentos.

Um dos assuntos que mais pautavam as Fake News, termo usado para designar as notícias falsas, era o ônibus e tudo que fosse relacionado ao tema. Paralisações da frota, assaltos violentos em ônibus, veículos queimados, entre tantos outros boatos espalhados pelas redes sociais.

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Diante disso, coube ao jornalismo buscar a veracidade das informações e mostrar a verdade para o público. Em um dos casos, por exemplo, a foto de um rodoviários com a camisa ensanguentada era espalhada acompanhada de um texto que dizia que o mesmo havia sido vítima de um assalto enquanto trabalhava. Fato negado pelo Sindicato da categoria, que esclareceu que, na verdade, o motorista teve a moto roubada enquanto se deslocava para o trabalho.

Tema de estudo

A repercussão do crise na segurança pública do Espírito Santo e paralisação da Polícia Militar foi tão grande, que acabou virando tema de estudo. O então estudante de Jornalismo Rodrigo Antonei Neitzl dos Santos utilizou algumas matérias publicadas no período pelo Folha Vitória para conduzir o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre o Fake News.

O estudo buscou apresentar a presença do boato na sociedade e como ele pode interferir no cotidiano das pessoas. Na pesquisa, Rodrigo destacou o papel do jornalista na hora de manter a população ciente do que era, de fato, verdade. “Era como se o profissional tentasse achar uma agulha no palheiro. No meio de tanta mentira, era difícil para o jornalista achar um fio de verdade”, disse.

Uma das matérias analisadas por Rodrigo foi publicada no dia 23 de fevereiro e que se tratava de um esclarecimento sobre uma suposta paralisação geral no Estado. O que pautou a reportagem foi um panfleto que trazia logomarcas de diversas entidades e sindicatos, com uma programação que ameaçava o cancelamento do carnaval daquele ano. Veja:

Foto: Reprodução/Facebook

Tudo não passava de mais um boato. Em uma breve análise, era possível observar que a logomarca de um dos sindicatos que, supostamente, estariam na greve geral, era de outro estado. Na época, a reportagem entrou em contato com as entidades citadas e todas negaram sobre a veracidade da informação