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Caso Milena Gottardi: nova audiência acontece nesta segunda-feira em Fundão

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Polícia

Caso Milena Gottardi: nova audiência acontece nesta segunda-feira em Fundão

Hilário Frasson, ex-marido da médica e suspeito de envolvimento no crime, não deve comparecer à audiência

Uma nova audiência do julgamento do caso Milena Gottardi acontece nesta segunda-feira (26) na comarca de Fundão. A previsão é que 16 testemunhas de acusação de defesa participem. Dos réus, a confirmação da dispensa de Hilário Frasson foi anunciada na última quarta-feira (21).

Nesta audiência serão ouvidas as últimas testemunhas de acusação do caso. Entre os depoimento mais aguardados, estão o do dono do sítio onde a motocicleta foi encontrada pela polícia, e o do caseiro da propriedade. 

Hilário é ex-marido da médica e um dos suspeitos de envolvimento no crime, ocorrido em setembro do ano passado. O juiz Marcos Pereira Sanches, da 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo julgamento, aceitou o pedido da defesa do policial civil para que o réu fosse dispensado desta audiência.

Procurado pela reportagem do jornal online Folha Vitória na manhã da última quinta-feira (22), o advogado Leonardo Gagno, responsável pela defesa de Hilário após a renúncia de Homero Mafra, justificou o pedido alegando a falta de conforto emocional e física do réu. Ainda segundo o advogado, a viagem é desgastante para o cliente. "A presença do Hilário na audiência é desnecessária, pois eu vou acompanhar as oitivas das testemunhas", relatou.

O advogado da família da médica Milena Gottardi, Renan Salles, disse que a dispensa do réu é um direito da defesa. "Encaro com absoluta normalidade [o não comparecimento de Hilário à audiência]. Se a defesa técnica, junto com o réu, entenderam que não há necessidade da presença do Hilário, acredito que não deve interferir nas oitivas das testemunhas. É um direito facultativo durante o ato processual", afirmou.

Depoimento de Hilário

No dia 12 de abril, serão ouvidos, na capital, Hilário Frasson e o pai dele, Esperidião Frasson, acusados de serem os mandantes do crime, além dos intermediários Valcir Dias e Hermenegildo Palauro Filho.

Após o interrogatório dos réus, o juiz responsável deve ouvir as alegações finais da acusação e da defesa. Em seguida, vai decidir se os seis acusados serão levados a júri popular.

A expectativa do advogado de Bruno é de que, ao final das audiências de instrução, o réu seja liberado do processo. "Não há nenhuma prova técnica, direta, de que o Bruno participou do crime", disse o advogado.

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Depoimento do executor

De acordo com depoimento de Dionathas Alves Vieira, realizado no último dia 23 de fevereiro no Fórum Criminal de Vitória, o policial civil Hilário Frasson, preferia que o crime fosse cometido no município da Serra, alegando tráfico de influência.

Dionathas afirmou ainda que Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho chegaram a falar em valores entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, além de uma carreta para que, se necessário, ele assumisse toda a responsabilidade pelo crime.

Segundo o depoimento de Dionathas, os detalhes da morte de Milena foram definidos dentro de uma caminhonete, nas proximidades de um posto de combustíveis, no município da Serra. Porém, o assassinato acabou sendo transferido para Vitória.

Vieira passou mais de quatro horas em frente ao juiz. Dizendo-se arrependido, o homem apontado como executor de Milena voltou a confessar o crime, mas negou que o cunhado Bruno Rodrigues soubesse da trama para a morte da médica. Ele confirma que Rodrigues foi quem conseguiu a motocicleta usada no crime, mas diz que ele não sabia a finalidade do veículo.

O crime

A médica foi baleada no Hospital das Clínicas, em Vitória, no dia 14 de setembro do ano passado. Um dos tiros atingiu a cabeça dela. Ela chegou a ser internada, mas morreu no dia seguinte, no hospital. Hilário e o pai dele, Esperidião Frasson, são acusados de encomendar o crime. Para isso, eles teriam contado com a ajuda dos intermediários Hermenegildo Palauro Filho e Valcir Dias. O cunhado de Dionathas, Bruno Rodrigues, teria cedido a moto usada pelo executor no crime.