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Interrogatório de Hilário e demais réus no caso Milena Gottardi é remarcado

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Polícia

Interrogatório de Hilário e demais réus no caso Milena Gottardi é remarcado

A audiência de instrução, antes marcada para o dia 12 de abril, agora será realizada no dia 27 do mesmo mês, no Fórum Criminal de Vitória

André Vinicius Carneiro e Milena Scarpati

Redação Folha Vitória

O interrogatório dos últimos quatro réus do caso Milena Gottardi foi remarcado pela Justiça. A princípio, os depoimentos seriam colhidos no dia 12 de abril, às 9 horas, no Fórum Criminal de Vitória, no Centro da capital. Mas o juiz Marcos Pereira Sanches, responsável pelo julgamento do caso, informou em despacho proferido na última sexta-feira (23), que como foi designada uma audiência na Comarca de Aracruz para o dia 12, os interrogatórios serão feitos no dia 27 de abril, também às 9 horas, no mesmo local.

Na ocasião, serão ouvidos os réus Hilário Antonio Fiorot Frasson, Esperidião Carlos Frasson, ex-marido e ex-sogro de Milena, respectivamente, e ambos apontados como mandantes do crime, além de Hermenegildo Palauro Filho e Valcir da Silva Dias, acusados de intermediar o assassinato da médica, em setembro do ano passado.

A audiência estava marcada para acontecer no último dia 2 de março, contudo, foi adiada pelo juiz pelo fato de o advogado de Dionathas Alves Vieira e Bruno Rodrigues, apontados como executor e facilitador no crime, respectivamente, Leonardo da Rocha de Souza ter tido outra audiência - marcada primeiro -, agendada para a mesma data.

Audiência em Fundão

Nesta segunda-feira (26), uma nova audiência do julgamento do caso Milena Gottardi será realizada, desta vez, na comarca de Fundão. A previsão é de que 16 testemunhas de acusação de defesa participem.

Amigos e familiares realizaram um ato antes do início da audiência de julgamento.

"Meses depois, ainda é uma sensação ruim. Aguardamos a Justiça. Milena cresceu aqui em Fundão, ela tinha amigos, familiares. Todo mundo conhecia a nossa família. Estamos aqui manifestando a nossa vontade de que a Justiça seja feita", disse Marcos Gottardi, primo da médica assassinada. 

Advogado renuncia defesa de Hilário

O advogado Homero Mafra renunciou a defesa de Hilário Frasson na última segunda-feira (14). Uma fonte informou que o advogado Leonardo Picoli Gagno assumirá a defesa do réu, contudo, ainda não há uma definição oficial sobre quem defenderá Hilário no julgamento do caso.

O juiz Marcos Pereira Sanches deferiu o pedido de renúncia de Homero e intimou Hilário para apresentar um novo advogado dentro de 10 dias. "Intime-se o acusado Hilário para que, no prazo de 10 (dez) dias, constitua novo patrono, cientificando-o de que, na inércia, ser-lhe-á nomeado advogado dativo", disse o juiz no despacho publicado nesta quarta.

Depoimento do executor

Até o momento foram ouvidos pela Justiça as testemunhas de acusação, de defesa e os réus Dionathas e Bruno. De acordo com depoimento de Dionathas Alves Vieira, realizado no último dia 23 de fevereiro no Fórum Criminal de Vitória, o policial civil Hilário Frasson, preferia que o crime fosse cometido no município da Serra, alegando tráfico de influência.

Dionathas afirmou ainda que Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho chegaram a falar em valores entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, além de uma carreta para que, se necessário, ele assumisse toda a responsabilidade pelo crime.

Segundo o depoimento de Dionathas, os detalhes da morte de Milena foram definidos dentro de uma caminhonete, nas proximidades de um posto de combustíveis, no município da Serra. Porém, o assassinato acabou sendo transferido para Vitória.

Vieira passou mais de quatro horas em frente ao juiz. Dizendo-se arrependido, o homem apontado como executor de Milena voltou a confessar o crime, mas negou que o cunhado Bruno Rodrigues soubesse da trama para a morte da médica. Ele confirma que Rodrigues foi quem conseguiu a motocicleta usada no crime, mas diz que ele não sabia a finalidade do veículo.

Próximas etapas

O presidente da Associação de Magistrados do Espírito Santo, Ezequiel Turíbio, explica que, depois de cumpridas as etapas de audiências, o juiz permite a apresentação das alegações finais, começando pela acusação e, em seguida, a defesa.

Após isso, o juiz decide se os réus serão levados ou não à júri popular. Turíbio estima que, por conta da repercussão do crime, a conclusão do processo não deve se estender por muito tempo.

O crime

A médica foi baleada no Hospital das Clínicas, em Vitória, no dia 14 de setembro do ano passado. Um dos tiros atingiu a cabeça dela. Ela chegou a ser internada, mas morreu no dia seguinte, no hospital. Hilário e o pai dele, Esperidião Frasson, são acusados de encomendar o crime. Para isso, eles teriam contado com a ajuda dos intermediários Hermenegildo Palauro Filho e Valcir Dias. O cunhado de Dionathas, Bruno Rodrigues, teria cedido a moto usada pelo executor no crime.

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