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"Sofro com a morte de Milena", diz Hilário Frasson em depoimento

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Polícia

"Sofro com a morte de Milena", diz Hilário Frasson em depoimento

Hilário afirmou durante o depoimento que o relacionamento dele com Milena não estava conturbado, nem mesmo na época da separação do casal.

André Vinicius Carneiro

Redação Folha Vitória

"Nego veementemente que mandei matar Milena". Foi com essas palavras que o policial civil Hilário Frasson, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da ex-esposa Milena Gottardi, iniciou o depoimento, prestado na tarde desta quarta-feira (25), na 1ª Vara Criminal de Vitória. 

Questionado sobre o crime pelo juiz Marcos Pereira Sanches, responsável pelo julgamento do caso, Hilário respondeu: "Não sei por que meu nome está envolvido neste processo. Não tenho problemas ou inimizade com ninguém a ponto de atribuírem esse crime a mim", disse o ex-policial civil. 

Durante toda a audiência, Hilário respondeu apenas perguntas realizadas pelo juiz e pelo seu advogado. Questionado pelo Ministério Público e pelo advogado Renan Sales, assistente de acusação, Hilário Frasson permaneceu o tempo todo em silêncio. 

Hilário afirmou durante o depoimento que o relacionamento dele com Milena não estava conturbado, nem mesmo na época da separação do casal. "Tínhamos uma convivência diária, fizemos terapia de casal a pedido dela. Tudo começou quando eu entrei para a Polícia Civil e a Milena disse que poderia pedir o divórcio caso eu entrasse na corporação. Nunca a agredi fisicamente ou psicologicamente". 

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O réu admitiu surpresa com a carta escrita pela ex-esposa. "Não era o perfil dela. Não tenho conhecimento dos fatos narrados pela Milena na carta. Acredito que ela tenha sido orientada por algum advogado. Ela queria que eu saísse de casa, mas eu não via necessidade. Tínhamos uma relação harmônica. Ligava para a Milena frequentente", relatório Hilário. 

Sobre o dia do assassinato da médica Milena Gottardi, o ex-policial civil disse que falou com a ex-esposa logo pela manhã. "Liguei para Milena por volta de 10 horas da manhã para saber quem pegaria as crianças na escola. Ficou combinado dela me ligar e informar. Umas duas horas da tarde, Milena me ligou pedindo que eu buscasse. Por volta de seis horas da tarde, peguei as crianças e liguei para a Milena para avisar. Logo em seguida à ligação, liguei para meu pai, informando que não iria para Fundão, como de costume. Quando eu estava chegando no apartamento, recebi uma ligação de um médico conhecido informando que Milena recebeu cinco tiros e estava indo para uma cirurgia. Deixei as crianças em casa com um vizinho e fui para o hospital". 

Em relação a instalação do rastreador no veículo da vítima, Hilário disse que foi uma decisão consensual do casal. Sobre a câmera que seria instalada no interior do apartamento da médica, o ex-policial civil disse que a intenção era acompanhar o tratamento e cuidados com as filhas enquanto ele estivesse fora. 

No fim do depoimento, Hilário relatou estar triste. "Sofro com a morte de Milena, pela ausência das minhas filhas, pelo fato delas estarem sofrendo com a ausência da mãe. Sofro pelo o que fizeram com Milena, parece que fizeram comigo. Nunca imaginei estar preso", disse.