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Operação desarticula quadrilha que roubava e adulterava veículos no Espírito Santo

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Polícia

Operação desarticula quadrilha que roubava e adulterava veículos no Espírito Santo

O esquema era composto por várias etapas e ia, desde o roubo do carro, até a adulteração de documentos e placas para clonagem

Uma quadrilha que roubava e adulterava veículos no Espírito Santo foi detida. O esquema era composto por várias etapas e ia desde o roubo do carro até a adulteração de documentos e placas para clonagem. O Detran-ES investiga ainda a participação de funcionários públicos no esquema.

Em uma despachante de veículos em Nova Carapina, na Serra, foram encontrados lacres antigos, placas e certificados de registro e licenciamento de veículos em branco. Imagens feitas pela polícia mostram que os documentos estavam escondidos atrás de um painel de madeira.

De acordo com o chefe da Divisão de Furtos e Roubos de Veículos, Tarcísio Otoni, a quadrilha era dividida em três núcleos. "Era o grupo dos despachantes, que forneciam dados e documentos falsos; das placas, que forneciam as placas colonadas; e o adulterador, que fazia as adulterações para ser inserido no mercado", disse.

Foi por meio do monitoramento de um desses veículos que a polícia chegou até os integrantes do grupo. O carro havia sido roubado, em fevereiro, na capital. Quatro meses depois, ele foi apreendido no município de Aracruz, com placas que pertencem a outro veículo com mesmas características.

Foram presos: o proprietário da despachante de veículos, Dirceu José Pimenta Júnior, 31 anos; o assistente dele, Renan Barcellos de Alvarenga, 30 anos. Além de Gilson de Jesus Novaes, 29 anos, funcionário de uma empresa fabricante de placas do bairro São Cristóvão, em Vila Velha.

Também foi expedido um mandado de prisão contra o mecânico Anderson Vitória dos Santos, 37 anos, responsável pelas adulterações. Outras quatro pessoas respondem na justiça pelos crimes.

O Detran investiga ainda a participação de funcionários públicos no esquema. "Nós identificamos uma série de fragilidades do sistema e vamos ter que debruçar sobre isso e propor ajustes. É um problema muito maior do que vimos", afirma o diretor geral do ´órgão, Romeu Scheibe Neto.

No período das investigações, 20 veículos foram adulterados pelo grupo e três foram devolvidos aos donos. Segundo a Polícia Civil, no primeiro trimestre do ano, a taxa de recuperação de veículos no estado foi de 52%. a expectativa agora é melhorar os índices.