Frutas, peixes, botão de camisa: veja locais inusitados onde traficantes escondem drogas

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Frutas, peixes, botão de camisa: veja locais inusitados onde traficantes escondem drogas

Objetos que até pouco tempo atrás passariam despercebidos pelos policiais são os escolhidos pelos criminosos para tentarem transportar o material

Foto: Reprodução

Para tentar despistar a polícia e não levantar suspeitas durante as fiscalizações, traficantes têm encontrado formas inusitadas para esconder a droga. Objetos que até pouco tempo atrás passariam despercebidos pelos policiais são os escolhidos pelos criminosos para tentarem transportar a droga de um local para o outro.

No entanto, a polícia tem acompanhado essa criatividade do crime e descoberto esses compartimentos secretos. Há cerca de um mês a Polícia Federal do Espírito Santo encontrou cocaína e maconha escondidas em um compartimento secreto de garrafas térmicas muito utilizadas para o consumo de tereré, uma bebida típica do Mato Grosso do Sul.

A polícia desconfiou do fato de essas garrafas estarem sendo comercializadas para o Espírito Santo e foi feita uma fiscalização às pessoas que recebiam o material. Ao verificarem as garrafas, os policiais descobriram que a droga estava escondida na parte de baixo dos recipientes.

Um homem de 35 anos, que, segundo a Polícia Federal, recebia as encomendas de Campo Grande (MS), foi preso em flagrante. Dentro das garrafas térmicas havia cerca de 2 kg de skunk (um tipo de maconha) e 1 kg de cocaína.

O superintendente da Polícia Federal no Espírito Santo, Eugênio Ricas, reconheceu que o tráfico de drogas se reinventa a cada dia, na tentativa de driblar a fiscalização.

"A imaginação humana não tem limite nem para o bem e nem para o mal. A gente percebe isso aí nas nossas investigações. Recentemente a gente fez uma apreensão de cocaína onde os criminosos esconderam a cocaína dentro de tererés. No Rio de Janeiro, há um tempo atrás, a droga foi escondida dentro de pacotes de sabão em pó. No Rio Grande do Norte esconderam em frutas, mangas. Já pegamos em peixes, dentro de transformadores. Então a criatividade dos traficantes é muito grande. E eles estão sempre inovando para tentar fugir da ação policial", pontuou.

Peças do vestuário também já foram usadas para camuflar drogas. Em uma apreensão, a polícia encontrou cocaína dentro de botões de camisa. Mesmo pequenos, os criminosos tiveram o trabalho de abri-los para armazenar os entorpecentes. 

Além disso, a Polícia Federal já encontrou jaquetas e camisas banhadas com cocaína.

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Produtos da indústria alimentícia também não ficam de fora. Até bombons de chocolate já foram encontrados com recheio de droga. A Polícia Federal também já descobriu entorpecentes dentro de caixas de suco.

"O traficante é muito astuto. Onde ele percebe que a logística vai favorecê-lo, ele coloca a droga lá", destacou o superintendente da PF no Espírito Santo.

Drogas em casco de navio e blocos de granito no ES

No início de março, a Polícia Federal apreendeu 53 kg de cocaína em um navio que sairia do Espirito Santo rumo à Europa. A droga estava escondida no casco da embarcação. O navio estava atracado em Aracruz, no Norte do Estado, e seguiria para a Holanda, com uma carga de celulose. 

Os 53 kg de cocaína foram encontrados após desconfianças dos tripulantes. A droga foi apreendida pela Polícia Federal, que informou que, provavelmente, o entorpecente veio de fora do País, em uma logística de alto custo.

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Outro caso surpreendente foi a localização de uma grande quantidade de cocaína escondida dentro de blocos de granito. A apreensão da droga ocorreu em 2017, durante a Operação Blockbuster, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, que terminou com a apreensão de mais de uma tonelada de cocaína.

De acordo com a PF, o Espírito Santo é o destino final de grande parte dos entorpecentes transportados no Brasil. O material ilícito chega de outros estados do País principalmente pelas rodovias e pelo aeroporto.

As principais drogas traficadas, segundo a Polícia Federal, são a maconha e a cocaína, que chegam principalmente das regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil. O material apreendido é periciado e depois, com autorização judicial, incinerado.

"É importante que as pessoas, sempre que têm alguma informação, que passem essas informações para a polícia. A partir dessas informações a gente inicia uma investigação", frisou Eugênio Ricas.

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Com informações do jornalista Douglas Camargo, da TV Vitória/Record TV