Tráfico internacional: capixaba morre na Austrália com milhões de reais em cocaína

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Tráfico internacional: capixaba morre na Austrália com milhões de reais em cocaína

Os policiais locais encontraram cerca de 54 kg de cocaína próximo ao corpo da vítima, que não teve a identidade divulgada

Foto: Divulgação Polícia Federal

Um capixaba morreu na última terça-feira (10) na região de Newcastle, na Austrália. De acordo com a Polícia Federal, próximo à vítima, as autoridades locais encontraram pacotes impermeabilizados com 54 kg quilos de cocaína, avaliados em milhões de reais. O rapaz é suspeito de envolvimento em uma quadrilha internacional de tráfico de drogas.

Ainda segundo a Polícia Federal, o capixaba foi localizado por moradores da região nas imediações do porto local. A vítima estava inconsciente, com roupas e equipamentos modernos de mergulho. Apesar das tentativas para socorrê-lo, o homem acabou morrendo.

O substituto do chefe da Força de Segurança Pública do Espírito Santo, Victor Baptista, explicou que o rapaz possivelmente teve algum problema no equipamento de mergulho, quando retirava drogas de cascos de navios.

"Dois capixabas foram identificados participando dessa empreitada criminosa. Um desses capixabas foi encontrado morto em território australiano no contexto de que ele estava retirando drogas de cascos de um navio e teve algum problema com equipamento de mergulho e veio a óbito", explicou. 

A partir do caso e de outras informações das investigações que já acontecem há um mês, a polícia australiana conseguiu encontrar outros 50 kg da droga no interior da estrutura de um navio aportado na região.

Australiano foi preso durante operação internacional

Um australiano foi preso durante uma operação internacional. O capitão James Blee era responsável por um veleiro que seria utilizado no tráfico de drogas. A embarcação foi abordada pela Polícia Federal da Austrália em Darwin. Nela, apenas Blee foi encontrado. O veleiro era monitorado desde que saiu da Indonésia. 

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De acordo com a Polícia Federal, a investigação do caso começou em 10 de abril, ainda no Espírito Santo. A ação buscava identificar um capixaba, mergulhador profissional, que teria sido contratado por traficantes internacionais para a colocação de uma carga de cocaína no casco de um navio que seguiria para o exterior.

A polícia informou que, quando conseguiu identificar o suspeito, ele já tinha fugido para o Catar. Os agentes das forças de segurança locais monitoraram o rapaz por alguns dias.

Outro brasileiro também teria participação no esquema; quase 180 kg de cocaína foram apreendidos

Os investigadores descobriram que outro brasileiro, também mergulhador, se juntou ao capixaba e ambos compraram bilhetes para Bali, na Indonésia.

Com apoio da DEA (Drugs Enforcement Administration), uma estrutura de vigilância foi montada no Aeroporto de Bali. Os agentes identificaram onde a dupla estava hospedada.

Uma semana depois, de acordo com as investigações, os homens embarcaram em um veleiro de um francês, acompanhados de dois tripulantes australianos. O grupo seguiu em direção a Austrália.

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Segundo a Polícia Federal, não foi possível realizar o acompanhamento do veleiro em alto mar por conta da logística necessária. No entanto, no mesmo período, os oficiais indonésios perceberam que um cargueiro havia desligado o equipamento que permite acompanhar a localização dos navios, Automatic Identification System.

A manobra incomum chamou a atenção das autoridades locais. Uma equipe foi ao ponto onde havia sido registrado a última localização da embarcação e encontrou uma carga de 179 kg de cocaína submersa e amarrada em uma boia marítima. 

As investigações continuam. De acordo com a Polícia Federal, em breve, os nomes dos suspeitos serão divulgados e colocados na lista de foragidos internacionais da Interpol.