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Marido de empresária capixaba morta em incêndio será julgado por abandono de incapaz

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Polícia

Marido de empresária capixaba morta em incêndio será julgado por abandono de incapaz

Liliane Chieppe, uma das herdeiras do Grupo Águia Branca, morreu em um incêndio em seu apartamento, em São Paulo, em janeiro do ano passado

Rodrigo Araújo

Redação Folha Vitória
Liliane Chieppe morreu durante um incêndio em janeiro do ano passado | Foto: Reprodução

O empresário Claudio Carvalho Pitanga será julgado por causa da morte da esposa dele, a empresária capixaba Liliane Chieppe, uma das herdeiras do Grupo Águia Branca. Pitanga foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por abandono de incapaz. A denúncia foi recebida pelo juiz Fábio Soares, da 17ª Vara Criminal de São Paulo.

Liliane Chieppe morreu em um incêndio em seu apartamento, na Avenida Paulista, no dia 30 de janeiro do ano passado. De acordo com o inquérito policial que apurou o fato, Liliane estava sozinha no quarto no momento do incêndio.

De acordo com o advogado da família de Liliane Chieppe, Daniel Burg, Pitanga assumiu a responsabilidade de cuidar de Liliane, que passava por um tratamento contra depressão. No entanto, segundo o advogado, o empresário não seguiu as determinações médicas.

"Ela foi internada no hospital Sírio-Libanês, em dezembro de 2016, onde ficou durante um mês, por problemas psicológicos e físicos. Ao dar alta para ela, o psiquiatra estabeleceu uma série de cuidados que deveriam ser observados como condições para ela voltar para casa, como o acompanhamento de uma enfermeira durante 24 horas. Quem assumiu a responsabilidade de providenciar esses cuidados foi o marido dela. No entanto, ao curso das investigações, constatou-se que não foram observadas as condições estabelecidas pelo médico", ressaltou.

Claudio será julgado por abandono de incapaz e, se for condenado, pode pegar mais de cinco anos de prisão | Foto: Reprodução/Facebook

Daniel Burg afirmou ainda que, durante a análise do inquérito, por parte do Ministério Público, houve promotor que entendeu que o caso deveria ser denunciado como homicídio com dolo eventual, já que o empresário não teria demonstrado preocupação com a saúde da esposa.

"Ele foi denunciado por abandono de incapaz, com resultado morte e com o agravante de ser o cônjuge da vítima. Mas, após a fase de instrução, é possível que o juiz se declare incompetente para julgar o caso, se ele considerar que se trata de um homicídio. Nesse caso, o processo seria encaminhado para o juiz do Tribunal do Júri, que analisaria os autos e decidiria se haveria uma nova fase de instrução", explicou Burg.

Segundo o advogado, ainda não há previsão de quando serão iniciadas as audiências de instrução sobre o caso. Liliane Chieppe e Claudio Carvalho Pitanga mantiveram um relacionamento amoroso por cerca de cinco anos e eram casados no papel desde 2015. 

Se condenado, o empresário pode pegar pelo menos cinco anos e quatro meses de prisão. A reportagem tentou, mas não conseguiu contato com Claudio Carvalho Pitanga nem com seu advogado.