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Mulher é investigada por comprar e vender crianças na Grande Vitória

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Polícia

Mulher é investigada por comprar e vender crianças na Grande Vitória

Um dos casos aconteceu em abril, quando uma mulher procurou a polícia para informar que o filho recém-nascido havia sido sequestrado

Investigações da DPCA descobriram que recém-nascido não havia sido sequestrado, mas entregue pela mãe | Foto: Reprodução

Uma mulher está sendo investigada pela polícia por suspeita de comprar e vender crianças na Grande Vitória. De acordo com as investigações da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Andréa Eliane dos Santos Ramos, de 50 anos, que se diz vendedora está envolvida em três casos registrados em menos de um ano.

Um deles aconteceu em abril. Uma mulher da Bahia procurou a polícia relatando que o filho recém-nascido havia sido sequestrado por Andrea, que ela havia conhecido em um abrigo da Prefeitura de Vila Velha.

Na época, a mãe da criança havia relatado que viveu um tempo no abrigo, quando estava grávida, e que a suspeita havia oferecido ajuda para ela. Ela alega que, logo após o nascimento do bebê, precisou voltar para a Bahia, para pegar alguns documentos, e, quando voltou, a criança havia sido sequestrada. O bebê foi encontrado, dias depois, em Campo Grande, Cariacica.

Segundo a polícia, Andrea tem envolvimento em três casos de compra e venda de crianças na Grande Vitória | Foto: Reprodução

A Polícia Civil abriu investigação sobre o caso e, durante a apuração, descobriu que, na verdade, a mãe da criança a entregou à suspeita de maneira voluntária e que, em troca, receberia alguns benefícios.

"A mãe dessa criança nos procurou, de forma bastante desesperada, relatando que essa criança teria sido sequestrada por uma pessoa aqui da Grande Vitória. A partir daí então, nós passamos a investigar, instauramos o inquérito policial e conseguimos comprovar que, na verdade, essa criança foi entregue de maneira voluntária, ou seja, aquela versão que inicialmente foi apresentada pela mãe da criança é uma versão falsa, uma versão que não se confirmou. Na verdade, ela, mediante a obtenção de algumas vantagens, entregou essa criança para uma terceira pessoa, que não tinha nenhum tipo de vínculo com a mãe nem com a criança, mas que se aproximou dela em um abrigo da Prefeitura Municipal de Vila Velha, levou-a para sua residência e efetivamente ficou com essa criança, de maneira irregular e criminosa", ressaltou o titular da DPCA, delegado Lorenzo Pazolini.

As investigações também levaram a polícia a descobrir outros dois casos com o envolvimento de Andrea. Um deles aconteceu em dezembro do ano passado, quando ela teria se passado por sogra de uma mulher grávida na maternidade de Cobilândia, em Vila Velha.

O outro aconteceu logo depois da falsa denúncia de sequestro, em abril deste ano. Segundo as investigações, a mulher inventou um nome falso, Patrícia, e apareceu no bairro com um menino recém-nascido, dizendo ser filho dela.

A suspeita chegou a prestar depoimento, mas depois sumiu. Desde o início das investigações, a polícia descobriu quatro endereços diferentes dela. Segundo Lorenzo Pazolini, Andrea será indiciada por falsificação de documento público e por infringir o artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que fala sobre comprar e vender crianças. As mães dos bebês também responderão criminalmente, segundo o delegado.