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Botão do pânico já foi acionado quase 50 vezes em Vitória

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Polícia

Botão do pânico já foi acionado quase 50 vezes em Vitória

O dispositivo está há cinco anos sendo utilizado por mulheres na Capital Capixaba

O botão do pânico só é fornecido por decisão da Justiça / Foto: Reprodução TV Vitória

O botão do pânico existe há cinco anos em Vitória e já foi acionado 49 vezes. A última foi nesta semana, e o suspeito de agressão foi preso em flagrante. Uma pesquisa apontou que a criação do dispositivo aumentou a sensação de segurança das mulheres vítimas da violência. O funcionamento lembra o de um celular.

“É um dispositivo que se assemelha a um smartphone, onde o objetivo é dar informação a Guarda Municipal, quando acionado, de uma insegurança por conta de uma proximidade do agressor a essa vítima”, explicou a coordenadora de Políticas para as Mulheres no Município de Vitória, Mariana Bernardes.

Após o acionamento do dispositivo pelas mulheres, segundo a coordenadora as viaturas da patrulha Maria da Penha, da Guarda Municipal de Vitória, os agentes levaram entre três e nove minutos para chegar até o local. “A informação chega a central da guarda, fazendo com que as viaturas saiam em busca dessa mulher, a partir de um localizador do GPS e também emitindo áudios da localização e de como se encontra o agressor”, disse Mariana.

O botão do pânico só é fornecido por decisão da Justiça. Em Vitória, atualmente 11 dispositivos estão nas mãos de mulheres vítimas da violência. O acionamento mais recente aconteceu no último domingo (8). Foi uma mulher de 45 anos, após o ex-marido tentar invadir a casa dela. Os dois foram casados por 25 anos e possuem uma história marcada por agressões e ameaças. O homem acabou detido.

“Isso faz com que mostre que esse dispositivo é um dos equipamentos da medida de proteção à mulher em caso de violência. Não pode ser só o dispositivo. A gente tem além disso uma equipe de profissionais da prefeitura que funciona na Casa do Cidadão, de segunda a sexta-feira, que vão dar suporte a essa mulher para ela conseguir romper esse ciclo de violência”, destacou a coordenadora.

No Brasil, o Espírito Santo possui o maior índice de violência contra a mulher, segundo o mapa da violência, produzido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). De acordo com a pesquisa, o Estado lidera o ranking nacional de homicídios femininos, com a taxa de 9,4 assassinatos para cada 100 mil mulheres. Segundo o estudo, de 1980 a 2010 aproximadamente 91 mil mulheres foram assassinadas no Brasil, sendo 43,5 apenas na última década.

“Em conversa com as mulheres que estão nesse processo de acompanhamento do botão, a grande positividade que a gente tem é a sensação de segurança que esse botão oferece, que esse dispositivo oferta, fazendo com que não só a medida protetiva possa acompanhá-las, mas que em qualquer momento elas tenham suporte”, apontou Mariana.