Caso Gabriela Chermont: recurso de apelação de empresário será julgado na próxima semana

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Caso Gabriela Chermont: recurso de apelação de empresário será julgado na próxima semana

O réu foi condenado, em 2020, pela morte da ex-namorada Gabriela Chermont, que morreu após cair do 12º andar de um hotel na Mata da Praia, em Vitória, em 1996

Isabella Arruda

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução

Desde agosto do ano passado em liberdade, o empresário Luiz Cláudio Ferreira Sardenberg terá o recurso de apelação julgado às 14h da próxima quarta-feira (13), no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). 

O réu foi condenado, em novembro de 2020, pela morte da ex-namorada Gabriela Chermont, que morreu após cair do décimo segundo andar do Apart Hotel La Residence, um hotel no bairro Mata da Praia, em Vitória, na madrugada de 21 de setembro de 1996.

Luiz Cláudio foi encaminhado à penitenciária de Segurança Média I, em Viana, logo após o encerramento do Júri Popular que durou três dias e o condenou a 23 anos e 3 meses de prisão. A decisão que o levou à liberdade foi do Superior Tribunal de Justiça (STJ), enquanto um recurso apresentado pela defesa era julgado. 

Segundo o advogado de Sardenberg, Raphael Câmara, a defesa demonstra, na apelação, que o empresário é inocente e que Gabriela teria cometido suicídio.

Já a assistência à acusação, feita pelo advogado Cristiano Medina, pretende reforçar a tese de que Luiz Cláudio foi responsável por arremessar a ex-namorada do apartamento. 

“Vou demonstrar que há provas robustas de que Gabriela foi vítima de homicídio e que a tese de suicidio é absurda”, disse.

Relembre o caso

Gabriela morreu após cair do décimo segundo andar do Apart Hotel La Residence, um hotel na Mata da Praia, em Vitória, na madrugada de 21 de setembro de 1996. O ex-namorado da jovem, Luiz Cláudio Ferreira Sardenberg, foi acusado pelo crime de homicídio.

Foto: Arquivo da Família

A defesa do empresário, no entanto, alega que a vítima cometeu suicídio. Segundo o processo, a jovem e o empresário, Luiz Claudio, teriam rompido o relacionamento e, por indicação de colegas de faculdade, ela teria passado a conhecer um outro rapaz.

Em uma das situações em que teriam saído juntos, para um bar na Praia da Costa, amigos do ex-namorado teriam visto e contado para ele. Nesta situação, o denunciado pelo crime teria passado a fazer ligações telefônicas para Gabriela, até que teriam combinado um encontro na noite de 20 de setembro de 1996.

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Testemunhas nos autos do processo relatam que o ex-casal se dirigiu a um bar em Jardim da Penha e que depois foram ao Apart Hotel, onde ficaram hospedados no apartamento de número 1.204.

Luiz Claudio, a partir daí, afirma que os dois mantiveram relações sexuais, enquanto a defesa da família da vítima alega que não e que, em vez disso, teriam ocorrido agressões, causando inclusive dentes quebrados e escoriações na lombar de Gabriela, desencadeando, por fim, no arrastamento e projeção da vítima pela sacada. 

Um exame toxicológico realizado na época identificou que o comerciante teria feito uso de cocaína, ao contrário da alegação dele, no sentido de ter tomado apenas cerveja.

Após 24 anos desde a morte da jovem, o julgamento do acusado de homicídio chegou ao fim no dia 12 de novembro de 2020, condenando o réu e ex-namorado de Gabriela Chermont a 23 anos e 3 meses de prisão. O júri popular, que havia sido adiado 9 vezes, teve a duração de três dias e Luiz Claudio já saiu preso do Fórum Criminal de Vitória.

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