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Decisão sobre progressão de regime de Marcos Itiberê ainda não tem data para sair

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Polícia

Decisão sobre progressão de regime de Marcos Itiberê ainda não tem data para sair

Na última terça-feira, o comerciante foi submetido a um exame criminológico e o resultado da perícia ainda será analisado. Ele foi condenado pelo assassinato dos dois filhos

Ainda não há previsão para que a Justiça decida se o comerciante Marcos Itiberê Rodrigues de Castro terá direito a progressão de pena, do regime fechado para o semiaberto. Ele foi condenado, em 2003, a 43 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato dos filhos Gabriela e Marcos, de 8 e 9 anos, respectivamente. O crime aconteceu no dia 3 de maio de 2000, em Vila Velha.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), pelo tempo de cumprimento de pena, Itiberê atingiu o direito de ter analisado o seu pedido de progressão e passar a cumprir pena no regime semiaberto.

Na última terça-feira (04), o comerciante foi submetido a um exame criminológico, que é exigido para que o juiz determine se o detento poderá ou não ter progressão de pena. Com base no resultado da perícia, a juíza que está à frente do caso decidirá se o réu poderá passar a cumprir sua pena no regime semiaberto.

No entanto, o Tribunal de Justiça explicou que esse tipo de decisão leva algum tempo, desde a realização do exame até a decisão do magistrado. Segundo o TJES, após o exame, o médico elabora um laudo detalhado, que demora alguns dias para ficar pronto. Em seguida, o processo é remetido, com o laudo, para a juíza, que também pode levar dias para analisar o caso.

O crime

Após ser preso, na época do crime, Marcos Itiberê confessou para a Polícia Civil ter matado os dois filhos e descreveu o crime. Ele disse que pegou as crianças na saída da escola onde elas estudavam, sem avisar à sua ex-mulher, Jânia Carla Colnago de Castro Caiado, que até então tinha a guarda dos filhos.

As crianças foram levadas para o apartamento de Itiberê, onde aconteceu o crime. Em seu depoimento, o comerciante disse que atirou duas vezes em Gabriela e uma em Marcos, no momento em que os dois brincavam embaixo de cobertores. O acusado ainda teria usado um travesseiro para abafar o som dos disparos, saídos de um revólver calibre 38.

Após o crime, Itiberê colocou os corpos dentro de um armário e o lacrou com argamassa, na tentativa de abafar o mau cheiro. Quatro dias depois, os corpos das crianças foram encontrados. Eles estavam envoltos em cobertores, já em processo de decomposição, segundo a polícia.

Fuga

Em agosto de 2011, Marcos Itiberê fugiu do Instituto de Readaptação Social (IRS), na Glória, em Vila Velha, onde estava detido desde setembro de 2009. Ele cumpria pena em regime fechado na Penitenciária de Segurança Máxima I, em Viana, e foi transferido para o IRS devido a uma decisão judicial.

Itiberê conseguiu fugir após serrar uma grade da cela onde estava e pular a muralha da unidade prisional com o auxílio de uma "teresa" (corda artesanal feita com lençois).