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Greve da PM capixaba completa 6 meses. Relembre tudo o que ocorreu nos dias de paralisação!

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Polícia

Greve da PM capixaba completa 6 meses. Relembre tudo o que ocorreu nos dias de paralisação!

As entradas dos batalhões foram bloqueadas por mulheres e familiares de policiais militares que reivindicavam aumento de salário

A maior crise de segurança vivida pelos capixabas completa seis meses nesta sexta-feira (4). A paralisação dos Policiais Militares tomou força no dia 4 de fevereiro, quando mulheres e familiares dos policiais bloquearam as entradas dos batalhões. 

Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Estado, durante o movimento foram registradas mais de 140 mortes. O acordo para a liberação dos batalhões só aconteceu no final do mês, quando as mulheres assinaram um acordo. Veja a linha do tempo da greve e entenda como foi!

Bloqueio: no dia 4 de fevereiro os manifestantes começaram a fechar as entradas dos batalhões na Grande Vitória. Eles bloquearam a saída de viaturas e policiais das unidades. Os pedidos eram de reajuste salarial, pagamento de auxílio alimentação, periculosidade, insalubridade, adicional noturno e a valorização dos policiais.

Crimes: por causa da falta de policiais nas ruas na primeira semana do movimento, uma onda de saques, arrastões e homicídios aconteceu em diversos municípios capixabas, fazendo com que comércios e repartições públicas fossem fechados e serviços suspensos. 

Vice no governo: com a licença médica do governador Paulo Hartung, no dia 5 de fevereiro, em meio a greve da PM, o vice-governador César Colnago assumiu a interinamente no comando do Governo do Estado.

Troca de comando: durante a paralisação dos militares, houve também uma troca de comando na PM. O Coronel Nilton Rodrigues passou a ser o novo comandante da Polícia Militar do Estado

Forças Armadas: o Espírito Santo contou com o patrulhamento de 1.850 homens das Forças Armadas e da Força Nacional. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, foi quem anunciou o reforço na Operação Capixaba.

Arrombamentos: inúmeras lojas e estabelecimentos foram alvos de ações criminosas no Espírito Santo. De acordo com a Federação do Comércio e Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), até o dia 8 de fevereiro o comércio já acumulava prejuízo de aproximadamente R$ 90 milhões em todo o Estado. Além disso, a população também relata aumento no número de assaltos nas ruas.

Indiciados: após o fracasso nas negociações com policiais militares do Espírito Santo, o governo capixaba decidiu endurecer com os PMs e com as mulheres líderes do motim. No total, 703 policiais militares foram indiciados por crime de revolta, que é um motim realizado por PMs armados. A lista com os nomes dos militares foi publicada no Diário Oficial do Estado. 

Pedido de desculpa: “Desculpa” foi o recado que o comandante geral da Polícia Militar, coronel Nylton Rodrigues, mandou para a sociedade capixaba, após ser entrevistado pela repórter da TV Vitória/Record TV, Daniela Paixão. Assista ao vídeo!

Convocação: no dia 11 de fevereiro policiais militares foram convocados a comparecer na Praça Oito, Centro de Vitória, e na rodoviária da capital. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), eles atenderam a uma chamada operacional realizada pela Polícia Militar, mas a greve ainda não tinha acabado.

Caminhada: cansados da insegurança, famílias de Vitória e cidades vizinhas foram convidadas para uma caminhada no dia 12 de fevereiro, na praia de Camburi, para a "Caminhada das famílias pela paz".

Mortes: negros, moradores de periferia, do sexo masculino, e maiores de idade. Esse é o perfil das pessoas assassinadas no Espírito Santo desde o início da paralisação da Polícia Militar até o dia 14 de fevereiro, afirmou, em nota publicada em seu site, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado. O Espírito Santo registrou, segundo a entidade, 149 mortes no período.

Acordo: em uma reunião que durou nove horas, os familiares dos policiais militares chegaram a um acordo junto ao Governo do Espírito Santo. O pedido foi aceito com a condição dos processos administrativos e ações judiciais serem suspensas.

Liberação: Após assinarem um acordo com o Governo do Espírito Santo, as mulheres e familiares dos policiais militares começaram a liberar as portas dos batalhões da Grande Vitória. Logo após a decisão, a entrada do Quartel do Comando Geral (QCG), que fica em Maruípe, em Vitória, foi liberada. 

Presos: policiais militares tiveram a prisão autorizada pela Justiça militar, acusados de participação no motim que deixou diversas cidades capixabas sem policiamento. 

Reestruturação: o governador do Estado Paulo Hartung (PMDB) assinou um decreto para reestruturação da Polícia Militar do Espírito Santo. Entre as medidas estão a criação de companhias independentes e outros dois novos Comandos de Policiamento Ostensivo. As medidas foram divulgadas pelo secretário de segurança André Garcia.

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Entenda a mudança na PM