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'Ex-marido achou que trataríamos como um simples assalto', diz André Garcia sobre morte de médica

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Polícia

'Ex-marido achou que trataríamos como um simples assalto', diz André Garcia sobre morte de médica

A médica foi baleada no dia 14, ao sair do plantão no Hospital das Clínicas (Hucam), em Vitória

O  secretário estadual de Segurança Pública, André Garcia, falou na manhã desta sexta-feira (22), sobre o caso da morte da médica Milena Gottardi Tonini Frasson, de 38 anos, que já estava sendo tratado como feminicídio pelas equipes de investigação

Em entrevista ao ES no Ar, da TV Vitória/Record TV, André Garcia disse o que ajudou a polícia a apontar o envolvimento do policial Hilário Antônio Fiorotti Frasson no crime. "Uma série de evidências foram construídas a partir da morte da doutora Milena. A prisão do executor, a apreensão do celular, testemunhas, cruzamentos de informações, o trabalho da equipe da DHPM comandada pelo doutor Janderson, a equipe com o apoio da Delegacia de Crimes Contra à Vida de Vitória e de delegados mais experientes, apontaram o caminho irreversível. Primeiro, a tentativa de simulação de um latrocínio, que rapidamente foi descartado. A partir daí, todo o conjunto apontava para o Hilário e o pai dele".

No início das investigações, Dionathas Alves Vieira (executor do crime) teria dito que receberia R$ 2 mil para matar Milena. "Isso ainda está em levantamento, mas a informação é de que ele teria recebido R$ 2 mil para executar o crime. Ele precisava de uma moto, então pediu ajuda ao primo dele, Bruno, que também está preso, e a partir daí, se deu a execução", informou o secretário. 

Sobre o celular de Milena, que desapareceu, Garcia disse que poderia ajudar caso fosse encontrado. "O celular poderia ajudar, mas ainda não tenho uma informação precisa se ele foi usado na investigação. O mais importante foi o celular do Hilário."

Garcia também falou sobre as seis pessoas  que participaram do assassinato da médica. "A prisão mais importante foi a do executor, chegando nele, toda a cadeia foi desvendada". 

O secretário disse ainda que eles tentaram enganar a polícia. "Acredito que tentou se fazer um enredo para enganar a polícia para que ele saísse em uma situação boa com a família  mesmo diante de um cenário de um histórico ruim, porque a carta que a família revelou da Drª Milena apontou uma relação muito ruim e um marido cruel e frio. No final das contas, se resume a um crime onde a mulher foi morta por tomar a iniciativa da separação, acreditando que a polícia não desvendaria o crime e que trataria como um simples assalto". 

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