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Hermenegildo nega participação em assassinato de Milena e diz que foi a hospital para visitar paciente

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Polícia

Hermenegildo nega participação em assassinato de Milena e diz que foi a hospital para visitar paciente

Em depoimento, o suspeito de ser um dos intermediadores do assassinato da médica afirmou que não sabia que o crime seria cometido

Apontado pela polícia como um dos intermediadores do assassinato da médica Milena Gottardi Tonini Frasson, ocorrido no último dia 14, Hermenegildo Palauro Filho, de 53 anos, o Judinho, negou participação no crime. Em depoimento prestado nesta segunda-feira (25) na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele confirmou que foi ao Hospital das Clínicas, em Vitória, no dia do assassinato, mas alegou que o objetivo era apenas visitar um paciente.

De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DHPM), delegado Janderson Lube, responsável pela investigação do crime, Judinho disse que foi à unidade de saúde a convite de Valcir da Silva Dias, suspeito de ser o outro intermediador do crime, e que não sabia das intenções de Valcir.

"Ele alegou, na versão dele, que realmente foi, em companhia do Valcir, ao local, sob o pretexto de visitar um paciente, e lá houve o encontro com o Dionathas, mais tarde. Eles chegaram ao local cerca de uma hora antes do crime e, devido ao ocorrido, houve um tumulto e ele e o Valcir saíram do local", contou o delegado.

Ainda segundo Lube, Judinho disse que, um mês antes da morte de Milena, foi convidado por Valcir para fazer um serviço, mas que não sabia qual era o serviço e nem combinou pagamento. No entanto, de acordo com o delegado, o suspeito foi ao hospital no dia do crime e depois ajudou Dionathas Alves Vieira, acusado de ser o executor do assassinato, a esconder a moto que ele havia usado para ir até o hospital.

"Segundo o depoimento, ele não sabia para que seria usada aquela moto, que foi guardada na casa dele e depois transferida para a casa do cunhado. Na terça-feira anterior ao crime, o Dionathas foi lá buscar a moto e, depois do crime, o Dionathas pediu a ele, no sábado já, para poder guardar a moto novamente. Todas essas informações conduzem assim a uma efetiva participação dele, uma colaboração até grande, para a execução do crime", frisou o titular da DHPM.

Prisão

O mandado de prisão contra Hermenegildo foi expedido no último dia 16, dois dias depois do crime. Desde então, ele era considerado foragido. O suspeito foi preso em um sítio na localidade de Alto Capim, a 60 km de Aimorés, em Minas Gerais, nesta segunda-feira, quase dez dias depois da decretação de sua prisão.

Em depoimento, Hermenegildo afirmou que pretendia se entregar à polícia, mas, em vez disso, fugiu após a morte de Milena. O suspeito se escondeu em Conceição do Castelo e em Laranja da Terra e, depois, saiu do Espírito Santo. A polícia chegou ao paradeiro de Hermenegildo por meio do cruzamento de informações e após receber uma denúncia anônima.

O advogado de Hermenegildo, David Passos, também esteve na DHPP, nesta segunda-feira, e confirmou a versão do suspeito. "A participação não foi com dolo, não teve intenção. Ele não sabia o que iria acontecer. Ele ficou surpreendido com o que aconteceu", afirmou o defensor.

Com a prisão de Judinho, estão na cadeia todos os seis suspeitos de participar do assassinato de Milena Gottardi. O policial civil e ex-marido da vítima, Hilário Antônio Fiorot Frasson, acusado de ser o principal mandante do crime, está preso em um anexo na Delegacia de Novo México, em Vila Velha. 

Já o pai dele, Esperidião Carlos Frasson, apontado como segundo mandante; Dionathas Alves Vieira, acusado de ter atirado em Milena; Valcir Silva Dias, suspeito de ser o intermediador na contratação de Dionathas; Bruno Rodrigues Broero, que teria roubado a moto usada no crime; e agora Hermenegildo Palauro Filho estão no Complexo Penitenciário de Viana.