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"Pensei que fosse ser estuprada", diz estudante vítima de tentativa de sequestro em Vila Velha

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Polícia

"Pensei que fosse ser estuprada", diz estudante vítima de tentativa de sequestro em Vila Velha

A vítima de 20 anos voltava para casa quando foi rendida por três homens que estavam em um táxi do município de Cariacica

"Muito medo, desespero total... Eu pensei só no meu filho na hora em que eu saí gritando no meio da rua pedindo socorro aos policiais". O relato é de uma jovem de 20 anos, estudante de uma escola municipal de Jardim Colorado, em Vila Velha. Na noite desta quinta-feira (29), ela sofreu uma tentativa de sequestro, a poucos metros da unidade. A vítima voltava para casa quando foi rendida por 3 homens que estavam em um táxi de Cariacica.

A jovem conta que achou que se tratava de um assalto e se preparou para entregar o celular. Mas logo percebeu que os criminosos não estavam atrás do aparelho, nem de outros pertences. Eles tentaram colocá-la dentro do veículo, mas a vítima reagiu. Ela começou a gritar por socorro e os criminosos fugiram.

"Eu estava passando na rua e dois deles falaram para eu correr, senão eles iriam me matar. Nessa hora eu fiquei parada e pensei só em pegar o celular, porque normalmente é isso que todo bandido quer. Um deles falou que era para entrar no carro. Nessa hora, eu olhei pro lado e vi que tinha uma Força Tática perto. Então eu só olhei pro lado, um deles me segurou pelo pulso e eu comecei a gritar 'polícia! polícia!', no meio da rua. Ele me soltou e eu saí correndo em direção à polícia e eles entraram no carro", diz a jovem.

Houve perseguição e os suspeitos foram conduzidos para a delegacia. A jovem lembra que, no momento do crime só conseguiu pensar no filho. O menino de apenas um ano de idade mal conheceu o pai. O rapaz de 23 anos tinha envolvimento com o tráfico de drogas e acabou assassinado em abril deste ano.

"A única coisa que eu pensei foi no meu filho, porque ele já não tem o pai, então também podia ficar sem a mãe. Só pensei nele. Na hora que eu saí correndo foi pensando no meu filho. Foi o que meu deu forças para tentar a sorte, correr para arriscar e ver se dá certo", revela.

A jovem revela que tudo isso poderia ter sido evitado. Isso porque a mãe havia combinado de buscá-la de carro na escola, mas acabou se atrasando. Apesar do alerta feito pela senhora, a vítima decidiu seguir caminhando. Apesar do susto, ela afirma que não se arrepende da reação.

"Eu pensei que fosse ser estuprada. Não sabia se poderia ficar viva ou não. Então eu falei 'vou tentar a sorte', porque é muito perigoso, querendo ou não. Eles falaram que íam me matar então eles poderiam estar armados e na hora que eu virasse, poderiam me dar um tiro e pronto", fala.

Todos os dias, a estudante fazia o mesmo trajeto, na maior parte das vezes acompanhada. As ruas, até então, eram consideradas por ela tranquilas. Mas, a partir de agora, a rotina deve mudar. Não só da vítima, mas também da familia. Todos estão assustados.

"No mesmo lugar eu não passo. Eu realmente estou com muito trauma, porque a gente fica com medo deles conseguirem me marcar, marcar meu rosto... Então pelo mesmo caminho eu não passo mesmo, nem que eu dê muitas voltas, se minha mãe não puder me buscar, porque agora ela pretende me buscar todos os dias. E se não tiver como, pelo mesmo caminho eu não passo, não consigo", finaliza.