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Representantes da OAB-ES e MPES acompanham investigações sobre morte de médica

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Polícia

Representantes da OAB-ES e MPES acompanham investigações sobre morte de médica

A pediatra oncologista Milena Gottardi Tonini Frasson, de 38 anos, foi baleada na cabeça no dia 14 de setembro

As investigações sobre a morte da médica Milena Gotardi Tonini Frasson, baleada ao sair do plantão no Hospital das Clínicas (Hucam), em Vitória, continuam. Na última terça-feira (19), o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), representantes do Ministério Público Estadual e o superintendente de polícia especializada estiveram na Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). 

Os representantes do Ministério Público que estiveram na delegacia, por aproximadamente 1h30, não deram declarações, mas informaram que estiveram com o chefe da DHPP, delegado José Lopes, e solicitaram acesso ao inquérito que investiga a morte da médica.

O superintendente de polícia especializada, delegado Darcy Arruda também esteve na delegacia e saiu carregando uma sacola de evidências, com um par de tênis e outros objetos, que afirmou não terem relação com o inquérito da médica. Arruda evitou dar declarações. O presidente a OAB-ES, Homero Mafra, também esteve na DHPP.

Mafra disse que procurou o delegado Janderson Lube, responsável pela investigação da morte de Milena. O presidente da OAB-ES afirmou que foi à delegacia para garantir que os advogados do ex-marido da médica tenham acesso ao inquérito, mas afirmou que esta foi apenas uma medida de cautela, e que não houve acionamento formal da OAB por parte dos advogados.

O depoimento do ex-marido de Milena estava previsto para a tarde da última terça-feira (19), mas durante toda a tarde, nem ele, nem os advogados, foram vistos nas dependências da DHPP. Hilario Antonio Fiorot Frasson é policial civil. Antes, atuou como assessor jurídico no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Ele e Milena se separaram há cerca de três meses. No dia em que ela foi assassinada, a arma dele foi apreendida pela Polícia Civil. O celular de Hilario foi recolhido pelo delegado Janderson Lube. No dia, o policial se exaltou e teria questionado a apreensão. A PC não confirmou se o ex-marido é suspeito de envolvimento no crime, mas o secretário de segurança pública, André Garcia, esclareceu que as investigações apontam para o crime de feminicídio.

Depoimentos

A mãe e o irmão de Milena prestaram depoimento à polícia na última segunda-feira (18), na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O tio da médica também esteve no local.

“Nós não estamos sabendo o que realmente está acontecendo. Falaram que foi assalto, mas mesmo não sendo especialista, sabemos que não foi. Ela não tinha ‘rixa’ com ninguém e a polícia disse que qualquer novidade seremos os primeiros a saber”, disse Geraldo Gottardi.

A produção da TV Vitória/Record TV apurou que, até o momento, duas pessoas já foram presas, suspeitas de envolvimento no crime. Um dos detidos é Dionathas Alves Vieira, que está preso no Centro de Triagem de Viana.

Segundo a polícia, ele também já foi detido em flagrante por ameaça contra a mulher, na forma da Lei Maria da Penha. O caso foi registrado em agosto de 2014, em Fundão, município onde a médica assassinada cresceu e a família dela mora.