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Cachoeiro registra em média três casos de violência contra a mulher por dia

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Polícia

Cachoeiro registra em média três casos de violência contra a mulher por dia

Os dados são da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), que divulgou ainda que foram registrados na Polícia Civil, 978 boletins de ocorrência de janeiro até o mês de setembro deste ano

O combate à violência contra a mulher tem sido um dos desafios dos dias atuais, com a crescente onda dos crimes de feminicídio. O Espírito Santo é o 5º Estado com maior número de mortes de mulheres no Brasil, de acordo com com um levantamento do Atlas da Violência, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA).

O dado levou o Governo do Estado a lançar o Movimento de Combate à Violência Contra a Mulher, que tem o objetivo de promover, junto à sociedade capixaba, uma cultura de paz e de enfrentamento da violência. O movimento foi lançado em Cachoeiro na última sexta-feira (20).

Em Cachoeiro, a Polícia Civil registrou 978 boletins de ocorrências de violência doméstica, uma média de três casos por dia, somente neste ano, de acordo com os dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). Crimes brutais chamam a atenção e alguns projetos lançados no município visam reduzir os números desta triste realidade.

As leis Maria da Penha, instituída em 7 de agosto de 2006, e o Feminicídio, instituído em 9 de março de 2015, têm punido com mais rigor os crimes praticados contra a mulher, mas ainda não são suficientes para reduzir os índices.

Desde o início do ano, 242 inquéritos policiais foram instaurados em Cachoeiro. Destes, 216 foram concluídos, sendo 230 remetidos à Justiça. Ao todos foram feitos 160 pedidos de medidas protetivas de urgência e realizadas 30 visitas tranquilizadoras pela Polícia Militar.

Ainda, de acordo com os dados da Sesp, os crimes mais cometidos contra a mulher no período foram de: lesão corporal (314 casos); ameaça (473 casos); estupro (86 casos); vias de fato (42 casos); estupro de vulnerável (26 casos).

Casos chamam a atenção

No dia 31 de março, a morte de uma dona de casa chocou os moradores do bairro Boa Vista, pela brutalidade. Maria da Penha Pereira da Silva, de 56 anos, foi assassinada com golpes de facão no interior de sua residência. O suspeito do crime é o marido da vítima. Vizinhos ouviram os dois discutindo e os gritos de socorro. A Polícia Militar foi acionada, mas a dona de casa já foi encontrada sem vida.

Outro caso de violência contra a mulher chamou a atenção em Cachoeiro. No dia 17 de agosto, a estudante de psicologia Fernanda Costabeber da Silva, de 30 anos, foi assassinada com quatro tiros na cabeça na garagem de sua residência, no bairro Paraíso, no momento em que chegava da faculdade. O suspeito, o ex-namorado da vítima, de 30 anos, foi preso no dia 24 do mesmo mês e confessou o crime.

Nesta semana, a violência contra a mulher voltou à tona. A empresária Adriana Ornellas Carvalho, de 32 anos, morreu após ser atropelada e agredida no meio da rua, no bairro Monte Cristo, no fim da manhã da última segunda-feira (23). O suspeito de ter cometido o crime é o ex-companheiro da vítima, que ainda não foi preso. Ele bateu com o veículo na moto em que ela estava, e na queda, a empresária ficou desacordada. O suspeito ainda desceu do carro e agrediu a vítima, que chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu.