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Envolvidos no assassinato da médica Milena Gottardi poderão ser condenados a 30 anos de prisão

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Polícia

Envolvidos no assassinato da médica Milena Gottardi poderão ser condenados a 30 anos de prisão

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o crime e indiciou os acusados por homicídio qualificado

Os seis suspeitos de envolvimento no assassinato da médica Milena Gottardi Tonini Frasson poderão ser condenados a 30 anos de prisão. O inquérito sobre o crime foi concluído pela Delegacia Especializada em Homicídios Contra a Mulher (DHPM) e apresentado nesta quarta-feira (18).

Para o titular da DHPM, delegado Janderson Lube, não restam dúvidas de que o ex-marido de Milena, o policial civil Hilário Antônio Fiorot Frasson, e seu pai, Esperidião Carlos Frasson, foram os mentores do crime. Ambos foram autuados por homicídio qualificado e furto.

Além disso, segundo as investigações, Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho, atuaram como intermediadores do crime, Dionathas Alves Vieira foi o executor e Bruno Rodrigues Broero roubou a moto utilizada no crime. Eles também foram autuados por homicídio qualificado e furto.

"Bruno, Dionathas, Hermenegildo e Valcir vão ser indiciados por homicídio qualificado, pago com promessa de recompensa, emboscada e também pelo crime de furto. Já o Hilário e o Esperidião estão sendo indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, pago com promessa de recompensa, emboscada e também pela qualificadora do feminicídio, além do crime de furto", destacou Janderson Lube.

Hilário Frasson vai responder ainda a um processo administrativo, dentro da Polícia Civil, que pode resultar em sua expulsão da corporação.

O assassinato de Milena aconteceu no dia 14 do mês passadoSegundo Janderson Lube, os planos para a execução da médica começaram pelo menos dois meses antes do crime. 

Segundo o delegado, o ex-marido da médica procurou o pai em Fundão para tramar o assassinato. De acordo com as investigações, nenhum dos dois aceitava o fim do casamento e, por isso, planejaram a execução da médica.

"Com relação especificamente ao Hilário e ao Esperidião, todo o material probatório permitiu aferir que nenhum deles aceitava o fim do casamento entre Hilário e Milena. O Esperidião não aceitava essa separação por motivos morais e, ao que tudo indica, também foi motivado pelo fato de ter ajudado a Milena em outra oportunidade. Uma ajuda financeira, quando ela fazia residência em São Paulo", frisou o delegado.

Crime encomendado

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Hilário e Esperidião Frasson contrataram Valcir e Hermenegildo como intermediários do assassinato de Milena. Os dois foram incubidos de dar suporte ao crime e encontrar um executor. 

Segundo a polícia, Dionathas Alves foi o escolhido para executar o "serviço" - como os envolvidos se referiam ao assassinato da médica. Para isso, ele receberia uma recompensa de R$ 2 mil. Dionathas teria usado uma moto, roubada pelo cunhado Bruno, para seguir de Fundão até Vitória e matar Milena.

Imagens colhidas pela polícia mostram o caminho para a execução do serviço. Por meio de imagens de videomonitoramento, a investigação conseguiu apurar a hora em que o carro onde estavam os acusados de serem os intermediários do crime saiu de Fundão e passou pelo pedágio da BR 101, em direção a Vitória, naquele dia 14 de setembro. 

Já na capital, as imagens mostram Milena no estacionamento do Hospital das Clínicas conversando com colegas. Ainda é dia quando Valcir e Hermenegildo passam de carro por ela. 

À noite, pouco depois das 19 horas, o veículo vai embora. Em seguida, o executor foge de moto por outro acesso. A médica chegou a ser socorrida, mas morreu no dia seguinte.

Em pouco mais de um mês de investigação, mais de 40 depoimentos foram colhidos e anexados às provas, que culminaram nas mais de 2 mil páginas do inquérito enviado à Justiça.