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Homem é preso na Praia da Costa suspeito de compartilhar pedofilia pela internet

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Polícia

Homem é preso na Praia da Costa suspeito de compartilhar pedofilia pela internet

No apartamento de Paulo Delano Almeida Bacelar, de 53 anos, a polícia encontrou diversos arquivos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes

Um técnico em arquitetura foi preso, na manhã desta terça-feira (24), após ser flagrado com um vasto material de conteúdo pornográfico infantil, no apartamento em que ele mora, na Praia da Costa, em Vila Velha. Segundo a polícia, Paulo Delano Almeida Bacelar, de 53 anos, é suspeito de armazenar e compartilhar arquivos de fotos e vídeos de pornografia envolvendo crianças e adolescentes.

No apartamento dele a polícia encontrou computadores, smartphones, tablet e dois HDs externos contendo o material pornográfico com crianças. Foi o próprio suspeito quem desbloqueou os equipamentos e liberou o acesso da polícia ao conteúdo.

Paulo admite que armazenava o material, mas nega tê-lo compartilhado. "Eu só baixava para poder ver e pronto. Nunca eu chamei alguém para poder ir em casa. Eu só via. Dava vontade de ver e pronto. Mas não dava vontade de fazer", afirmou.

Ainda segundo a polícia, o suspeito recebia, assistia e compartilhava os vídeos pornográficos há cerca de 20 anos. "Sabia que algum dia isso ia acontecer, mas, caso eu precisasse ver de novo, eu via. Mas não me trazia satisfação. Só queria ver", alegou.

Complicações cardíacas

Nesta terça-feira, os policiais também estiveram em outro endereço na Praia da Costa, onde não houve apreensões, e, por fim, em Jardim Camburi, em Vitória, onde mais computadores foram apreendidos. O equipamento pertencia a um médico veterinário aposentado, de 75 anos, que teve complicações cardíacas ao receber a polícia.

O suspeito precisou ser levado para o hospital e foi operado às pressas. No entanto, o titular da DPCA, delegado Lorenzo Pazolini, garantiu que ele será indiciado da mesma forma e que o material apreendido em sua residência está sendo periciado.

"Em razão disso [de o suspeito ter passado mal], nós não conseguimos finalizar todo o laudo pericial e gerar materialidade para lavratura do auto de prisão em flagrante. Mas ele não vai deixar de responder pelo crime de forma alguma. Isso é garantido, porque ele apenas, em razão da impossibilidade de comprovação do delito, naquele momento, não foi preso em flagrante", explicou o delegado.

Investigações

Para a polícia, Paulo e o veterinário aposentado fazem parte de uma rede internacional de pedofilia. Eles foram alvos da Operação Luz na Infância, realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

De acordo com Lorenzo Pazolini, foi a embaixada americana quem possibilitou que a polícia descobrisse as conexões internacionais.

"Como esse arquivo circula por toda a rede mundial de computadores, esse acordo de cooperação internacional é fundamental, porque um país não pode ingressar na jurisdição de outro. Então esse acordo, firmado e celebrado pelo Brasil, possibilita que essa investigação vá além das fronteiras nacionais e, sobretudo, se mostra ainda mais eficaz, porque tanto a polícia norte-americana quanto a polícia brasileira, com certeza, irão lograr êxito e prenderão muito mais pedófilos com esse acordo e com essa tecnologia", afirmou o delegado.

As investigações duraram cerca de seis meses e resultaram no cumprimento de três mandados de busca e apreensão e condução coercitiva, cumpridos na manhã desta terça-feira. O objetivo era continuar investigando o envolvimento dos suspeitos na rede internacional de pedofilia, mas as descobertas desta terça acabaram na prisão em flagrante.

Ao todo, estão envolvidos na operação 12 policiais civis, entre delegados, investigadores, agentes, escrivães e peritos. Com base em informações e evidências coletadas em ambientes virtuais, a Polícia Civil instaurou inquéritos policiais e representou pelas expedições de mandados de buscas e apreensões junto ao Poder Judiciário, visando apreender computadores e dispositivos informáticos onde estão armazenados os conteúdos de pedofilia, indiciar e prender os criminosos.