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Italiano é preso na Serra suspeito de compartilhar vídeos e fotos contendo pornografia infantil

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Polícia

Italiano é preso na Serra suspeito de compartilhar vídeos e fotos contendo pornografia infantil

Segundo a polícia, Luciano Gazzera está envolvido com exploração sexual contra crianças e adolescentes há aproximadamente três anos

Um italiano de 53 anos foi preso na manhã desta terça-feira (31), na Serra, suspeito de integrar uma rede de compartilhamento de vídeos e fotos de pornografia infantil. Segundo a polícia, Luciano Gazzera está envolvido com o crime de exploração sexual contra crianças e adolescentes há aproximadamente três anos.

"Pela quantidade de elementos que foram colhidos, pela quantidade de vídeos e imagens, acreditamos que ele já tenha praticado essa conduta a um período de tempo maior do que três anos", ressaltou o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Lorenzo Pazolini.

O suspeito é empresário do ramo alimentício e vive legalmente no Brasil há 14 anos. Ele foi preso na casa em que morava com a esposa, a enteada e duas netas, ambas crianças com idade entre 4 e 10 anos. No momento da prisão, Luciano confessou o crime.

Em um cômodo da casa, que funcionava como escritório e que apenas Luciano tinha acesso, a polícia encontrou sete HDs internos, três externos, cartões de memória, pendrives, um notebook e dois CPUs. Nesses itens estavam armazenados mais de 100 vídeos e fotos de relações sexuais de crianças e adolescentes.

"Obviamente ele negou a prática sexual efetiva com crianças no mundo físico, mas, em relação às condutas no mundo virtual, não há dúvida nenhuma. Além da confissão, nós temos ampla prova técnica que embasa o indiciamento e, sobretudo, a prisão do acusado", afirmou Pazolini.

Luciano foi autuado em flagrante e responderá por dois crimes: troca e disponibilização de cenas de sexo explícito, com pena de 3 a 6 anos, e por armazenar o conteúdo, com pena de 1 a 4 anos. 

O suspeito afirmou à polícia que estava ciente do crime, mas disse que acreditava que não havia problema em armazenar o conteúdo, pois alegou que não levava nenhuma criança para casa e que só assistia aos vídeos e via as fotos porque gostava e tinha isso como hobbie.

"Ele tinha facilidade na linguagem, conseguia manter contato com outras pessoas ao redor do mundo e, a partir daí então, ele disponibilizava e, sobretudo, trocava, fazia uma espécie de escambo com esses arquivos", disse o delegado.

Luz na Infância

A prisão de Luciano faz parte da continuação da operação integrada “Luz na Infância”, que tem como objetivo apurar crimes de exploração sexual contra crianças. A ação foi realizada por policiais civis da DPCA, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Há uma semana, a polícia realizou a primeira prisão dessa operação. O técnico em arquitetura Paulo Delano Almeida Bacelar, de 53 anos, foi preso em seu apartamento, na Praia da Costa, em Vila Velha.

Na casa dele, a polícia também encontrou computadores, smartphones, tablet e dois HDs externos, contendo material de cunho sexual envolvendo crianças e adolescentes. Segundo a policia, Paulo recebia, assistia e compartilhava esse tipo de conteúdo há aproximadamente 20 anos.