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Polícia registra média de 38 assaltos por dia nas ruas da Grande Vitória

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Polícia registra média de 38 assaltos por dia nas ruas da Grande Vitória

De janeiro a outubro de 2017 foram mais de 10,7 mil roubos e assaltos na região metropolitana de Vitória, a maioria deles à noite

Todos os dias são registrados 38 assaltos, em média, nas ruas da Grande Vitória. Dados obtidos pelo jornalismo da TV Vitória/Record TV revelam que, de janeiro a outubro deste ano, já foram registrados mais de 10,7 mil roubos e assaltos. 

"São números altos e eles se devem ao grande volume de pessoas, principalmente usuários de drogas que estão pelas ruas", afirmou o chefe da Delegacia Regional de Vitória, delegado Lauro Coimbra. 

Os dias com o maior número de assaltos são terça e quarta-feira. A maior parte desses crimes acontece principalmente durante noite, das 18 horas até a meia-noite.

"É a hora em que já está passando o efeito do crack no usuário. Então ele retorna à rua, a partir das 16 horas, e, como tem um maior contingenciamento de pessoas saindo do trabalho, saindo das escolas e entrando nas faculdades, então há uma reincidência maior nesses horários", explicou Coimbra.

Uma professora, que preferiu não se identificar, conta foi vítima de um assalto perto da casa onde mora, no Centro de Vitória, e conta como foi a terrível experiência.

"Fui abordada por dois homens em uma moto quando ia fazer um lanche, por volta das 21 horas. Tirei o celular do bolso, exatamente em uma determinada rua que estava mal iluminada, e nesse exato momento em que eu tirei o celular e estava iniciando a ligação, uma moto passou perto de mim com dois caras. Um desceu, me acuou na parede, mostrou a arma - pelo menos a simulação do que seria uma arma - e disse 'passa passa', 'perdeu perdeu'. E eu, sem reação nenhuma, entreguei o aparelho", disse a vítima.

A mulher conta que já foi assaltada três vezes somente no Centro de Vitória e, por isso, tem medo de andar na rua e ser assaltada novamente. A vítima afirma estar traumatizada com tanta violência.

"Eu não me sinto mais à vontade para andar à noite, nem para andar com o cachorrinho de estimação. Ficou uma sensação de insegurança muito grande. Eu não posso ouvir moto passando perto de mim, principalmente se eu estiver sozinha, que eu já acho que vai acontecer o próximo assalto. Ando olhando para trás e, se eu estiver sozinha então, ando a passos rápidos. Ao longo do tempo isso vai te cansando, vai te fazendo mal. Você acaba ficando uma pessoa tão armada com todo mundo que você desconfia da primeira pessoa que aparece", lamentou.

No bairro Santa Cecília, também na capital, imagens de videomonitoramento registraram outro roubo, ocorrido na última semana. Um homem caminha por uma rua, quando dois bandidos saem de um carro e vão atrás da vítima, efetuam o assalto e fogem do local.

Orientações

Para não ser a próxima vítima dos criminosos, é importante ficar atento às orientações. Segundo a polícia, alguns comportamentos muito frequentes no dia-a-dia, como usar o celular em lugares com pouca segurança, devem ser evitados.

"Não utilizar seu celular em via pública, não atendê-lo em via pública. Espere chegar em casa. Não se deve atender o celular dentro de coletivos, que é onde a pessoa está visualizando você com aquele celular, com aquele objeto ou, de repente, com valores mais altos que você retirou do banco. E você fica vulnerável. Quando você for se dirigir a um carro seu, vá acompanhado de pessoas. Entrou no seu carro, já liga, já vai embora. Não fica procurando nada dentro do veiculo. Então são cuidados mínimos que você pode ter e evitar essa vulnerabilidade sua nessas ocorrências", orientou Lauro Coimbra.