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Suspeito de assassinar motorista em Cariacica já havia matado gata de estimação da família

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Polícia

Suspeito de assassinar motorista em Cariacica já havia matado gata de estimação da família

O animal, que pertencia à mãe biológica do suspeito, foi morto com uma facada. Segundo a mulher, comportamento do filho mudou muitos nos últimos meses

Adolescente foi detido suspeito de ter matado homem que ajudou em sua criação

O adolescente de 15 anos, suspeito de assassinar com um tiro na cabeça um motorista autônomo e ex-fuzileiro naval, de 46 anos, que ajudou a criá-lo, teria matado uma gata com uma facada, dias antes do homicídio desta segunda-feira (27). O animal pertencia à mãe biológica do suspeito, com quem ele ainda mantinha contato.

A mulher mora em uma casa humilde na zona rural de Cariacica, a poucos quilômetros do sítio onde morava o motorista assassinado, no bairro Bubu, onde também vivia o adolescente apontado como o autor do crime. O rapaz era criado, desde criança, por um lavrador e pela esposa dele, sogros do motorista assassinado.

A mãe biológica do menor conta que depois da morte da mãe de criação do rapaz, há cerca de cinco meses, o menino passou a ter atitudes estranhas e que, há mais ou menos duas semanas, ele começou a ficar agressivo.

"Ele começou com uns negócios diferentes, de ficar parado no tempo viajando, falando coisa com coisa. Ele chegou aqui em casa numa tarde e, quando foi de noite, ele foi no colchão do meu quarto, pegou uma gata minha e matou minha gata. Pegou uma faca de serra e quebrou, pegou a ponta da faca e enfiou no pescoço da minha gata. Eu ouvi minha gata gritar à noite. Depois ele foi e encostou a faca na costela do meu marido", contou.

Mãe biológica do adolescente contou que o comportamento do filho mudou bastante nos últimos meses

A mãe biológica do adolescente contou que conhece a família do lavrador há cerca de dez anos. Na época, a mulher morava com quatro filhos e com um marido que a agredia. Segundo ela, foi a família do lavrador que lhe ofereceu apoio para que ela se separasse do marido agressivo e também passou a ajudar na criação dos meninos. 

O adolescente, na época uma criança de 6 anos, acabou indo morar no sítio, mas sempre manteve contato com a mãe e os irmãos biológicos. Segundo a mulher, a família viveu em paz por anos.

"E a família tudo unida, não tinha nada. Nessa época minha irmã morava no Romão, com a família dela, e, no final de semana, eles iam para lá também", contou.

O lavrador também ajudou a mãe biológica do adolescente com moradia. A casa onde ela vive com o atual marido e com dois dos quatro filhos foi emprestada pelo lavrador. No local, não há fogão a gás ou água encanada. O sustento deles vem de algumas verduras e frutas que o casal vende à beira da estrada. 

Em meio a tanta luta, a mulher ainda tenta entender o que aconteceu com o filho. "Parece que ele estava endemoniado. Cheguei, sentei, deitei ele no meu colo e ele não abriu a boca para nada. E, desse dia para cá, acabou", lembrou.

Família

Na tarde desta terça-feira (28), a equipe de reportagem da TV Vitória/Record TV também esteve na casa onde o motorista foi assassinado. No local, só estava um rapaz de 22 anos, irmão do suspeito de cometer o crime e que trabalha como lavrador. Ele conta que todos vivem no local como uma grande família.

"Todo mundo trabalha junto aqui, todo mundo bem tranquilo, trabalhador. A única coisa que aconteceu foi essa tragédia de ontem [segunda-feira]", contou.

O rapaz ressaltou ainda o comportamento agressivo que o irmão apresentava ultimamente. "Estava ameaçando matar todo mundo, a mãe, o padrasto, os irmãos. Aí ontem não sei o que deu na mente dele e aconteceu essa tragedia", lamentou.

Arrependimento

O adolescente de 15 anos foi detido na mesma noite do crime. Por lei, a identidade do menor deve ser preservada e, por isso, o nome dele e de todos os envolvidos não estão sendo divulgados pelo jornalismo da Rede Vitória.

Na delegacia, o adolescente parecia confuso e falava coisas sem sentido. No entanto, em determinado momento, ele se mostrou arrependido de ter cometido o crime. "Vou pagar pelo que eu fiz e eu estou pagando. Eu quero pedir perdão para a família dela", afirmou.