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Comerciante foi envenenado durante assalto 'para não chamar atenção', diz delegado

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Polícia

Comerciante foi envenenado durante assalto 'para não chamar atenção', diz delegado

O crime aconteceu no escritório do supermercado da vítima

Os três suspeitos de envenenarem um comerciante após um assalto disseram para a polícia que fizeram isso para não chamar a atenção das pessoas. O crime aconteceu no dia 28 de novembro deste ano, no bairro Nova Rosa da Penha, em Cariacica. João Victor da Silva dos Santos, de 20 anos, Matheus Luiz de Souza dos Santos, de 18 anos, e João Paulo Souza de Oliveira, de 20 anos, foram identificados como os autores do crime.

“A sogra do João Victor mora no mesmo prédio do supermercado. Ele conseguiu fazer uma cópia do portão de entrada do prédio e com a ajuda do João Paulo e do Matheus, executaram o crime. O João Paulo, fazendo uso de uma espingarda calibre 12, rendeu a vítima. Após vendar os olhos da vítima, chamou o João Victor e o Matheus, consultaram a conta corrente, pois tinham a informação que teria cerca de R$ 100 mil, mas estava vazia. Levaram a carteira e o celular da vítima e o João Victor, com medo de ser reconhecido, deu chumbinho para a vítima”, contou o delegado Fabiano Rosa.

Um dos suspeitos foi preso no momento em que tentava fugir para outro Estado. “A prisão do João Victor foi na Rodoviária de Vitória. Ele estava fugindo para o Rio de Janeiro com R$ 2.500. A prisão dos outros dois foi na residência”, disse o delegado.

De acordo com as investigações da polícia, a rotina do comerciante foi monitorada pelos criminosos e, em depoimento, os suspeitos confessaram o crime. Eles disseram que decidiram envenenar a vítima, para não chamar atenção de outras pessoas que estavam no prédio. “Essa informação de que a vítima teria R$ 100 mil, a intenção era fazer uma transferência para outra conta. A utilização do chumbinho foi para não chamar atenção das pessoas que estavam no prédio, pois utilizando a espingarda as pessoas iriam ouvir o barulho”, contou Rosa.

Uma espingarda calibre 12, utilizada durante o crime, não foi encontrada pela polícia. Em depoimento, João Paulo disse que conseguiu a arma com traficantes da região de Nova Rosa da Penha. Com a prisão dos suspeitos, o delegado responsável pelas investigações do caso concluiu que o crime trata-se de uma tentativa de latrocínio.

Depois de ter sido envenenada, a vítima foi socorrida e passou sete dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas já recebeu alta médica. A polícia conseguiu prender os suspeitos por meio de denúncias anônimas. Eles vão responder pelo crime de tentativa de latrocínio.