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Funcionário dos Correios é condenado por desviar encomendas do Aeroporto de Vitória

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Polícia

Funcionário dos Correios é condenado por desviar encomendas do Aeroporto de Vitória

Ele terá que devolver o valor de tudo que foi desviado, além de perder o cargo

Um funcionário dos Correios foi condenado por improbidade administrativa e terá que devolver mais de R$ 605 mil à empresa, além de perder o cargo público. 

Segundo o Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES), Silas Rodrigues Amorim deverá devolver o valor corrigido desde 2015, sendo que R$ 194.132,82 são referentes a bens adquiridos ilicitamente; R$ 22.703,12 a título de ressarcimento do dano ao erário; e R$ 388.265,64 pelo pagamento de multa civil.

De acordo com o MPF, Silas, que trabalhava no Centro de Triagem dos Correios no Aeroporto de Vitória, também teve seus direitos políticos suspensos por nove anos e fica proibido de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais por 10 anos.

O MPF explicou que, por conta de sua função na empresa, Silas apropriou-se de 64 encomendas de terceiros, em sua maioria celulares e equipamentos eletrônicos. Ele também desenvolveu um esquema de venda dos bens desviados, na qualidade de “fornecedor” de lojas de celulares ou mesmo em vendas a parentes e conhecidos, sem intermediação. Ele recebia os pagamentos por meio de transferências bancárias ou em espécie.

Em depoimento no decorrer do processo, Silas admitiu que desviou os bens. Imagens obtidas pelo MPF mostraram, de forma nítida, a separação das mercadorias no centro de triagem e a realocação dos pacotes escolhidos em local fora do galpão. Ele chegou a ser preso em flagrante e diversos pacotes de encomendas também foram encontrados em sua residência.

Ainda segundo o MPF, de julho a dezembro de 2014, o funcionário teve uma evolução patrimonial desproporcional à sua renda bruta de R$ 4,5 mil, como funcionário dos Correios. No período, ele adquiriu dois veículos nos valores de R$ 67 mil e R$ 129,9 mil, e um imóvel de R$ 187.145,18, que foi parcialmente quitado.

Conforme informado pelas concessionárias, apesar de os carros terem sido adquiridos em nome da esposa de Silas, era ele quem conduzia as negociações e os pagamentos eram feitos em dinheiro ou por depósitos.

Por meio de nota, a Coordenadoria de Comunicação dos Correios no Espírito Santo esclarece que Silas Rodrigues Amorim não é mais empregado dos Correios desde 30 de janeiro de 2015. Segundo os Correios, após sindicâncias internas, por terem sido detectados tais desvios de conduta, ele foi demitido por justa causa. Tal fato repercutiu com o ajuizamento de ação pelo MPF. 

A empresa ressalta ainda que adota rígidos controles de segurança em todo o seu processo operacional e que atua em parceria com a Polícia Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar, visando aprimorar seu sistema de segurança, prevenir delitos e coibir a ações errôneas.