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Processo contra delegado que supostamente deu “carteirada” durante show em Guarapari é arquivado

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Polícia

Processo contra delegado que supostamente deu “carteirada” durante show em Guarapari é arquivado

Ele continua atuando como delegado titular da Delegacia de polícia de Pinheiros

Reportagem atualizada em 20/02/2018.

O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o delegado David de Santana Gomes foi arquivado. De acordo com a Polícia Civil, o PAD foi arquivado por não ter sido identificado correspondente penal ao fato, pois tudo se esclareceu durante as investigações, inclusive com provas materiais. Além disso, o delegado continua como titular da Delegacia de Polícia de Pinheiros.

Ele foi acusado de algemar e deter dois seguranças em um show que aconteceu em Guarapari, em dezembro de 2014. Ele foi afastado do cargo, em janeiro do ano seguinte, pelo delegado chefe da Polícia Civil, Joel Lyrio Junior. Foi então instaurado um processo administrativo disciplinar contra o delegado por práticas de transgressões disciplinares, como cometer um ato que importe em escândalo ou comprometa a instituição ou função policial.

Já em novembro de 2015, David ignorou uma abordagem da PM e entrou em uma casa, em Jardim Camburi, que havia sido denunciada por moradores da região ao disque-silêncio. Além disso, ele teve o carro guinchado, já que o veículo estaria com o licenciamento atrasado.

De acordo com a Polícia Civil, policiais militares foram acionados para apoiar uma equipe do disque-silêncio, durante uma ocorrência de som alto em Jardim Camburi. Enquanto a polícia tentava contato com as pessoas que estavam no imóvel de onde saía o som alto, David teria chegado em um carro, acompanhado de outro homem.

A PM pediu que David apresentasse o documento do veículo e a carteira de motorista, mas ele não teria atendido ao pedido dos policiais, se identificou como delegado da Polícia Civil e entrou na casa. Ainda segundo a polícia, o veículo que estava com David foi guinchado, pois estava com o licenciamento atrasado. 

Direito de Resposta:

De acordo com o relatório final do PAD nº 039/2015 de que teve acesso em 09/02/2018 a equipe de jornalismo do Folha Vitória através de Pedido de Direito de Resposta, a Corregedoria Geral da Policia Civil, através dos membros do Conselho de Policia Civil do Estado do Espirito Santo, entendeu que o Delegado David de Santana Gomes não cometeu nenhum excesso e agiu em estrito cumprimento do dever legal, e que sua atuação foi pautada no que estabelece a lei. Assegurou ainda que não houve comprometimento da instituição uma vez que havia clamor para que a polícia atuasse nestes tipos de ambientes manifestado pelo grande número de ocorrências semelhantes, e em virtude de então não haver sido caracterizada qualquer transgressão a qual havia sido acusado, não houve violação ao Código de Ética Policial.