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MPF diz que Palocci era porta-voz do governo de propinas de Belo Monte

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Política

MPF diz que Palocci era porta-voz do governo de propinas de Belo Monte

Procurador da República afirma que MDB e PT receberam vantagens indevidas de construtoras

Palocci foi citado em esquema de propina de usina Foto: Arquivo Agência Brasil

O procurador da República Athayde Ribeiro Costa afirmou que Antonio Palocci foi porta-voz do governo para direcionar os pedidos de propina durante a construção da Usina de Belo Monte.

Segundo o MPF, MDB e PT são os partidos envolvidos no esquema.

— Em virtude dessa ajuda, que na verdade constituiu uma fraude ao leilão, Delfim Netto foi angariado com direcionamento das vantagens indevidas que Palocci havia pedido ao PT e ao MDB.

O MPF também informou que a investigação sobre o MDB e o PT correm no STF (Supremo Tribunal Federal) e na PGR (Procuradoria-Geral da República).

O R7 ainda não conseguiu localizar a defesa de Palocci.

Outro lado

O MDB afirma que não recebeu propina. Leia a nota do partido:

"O MDB não recebeu proprina nem recursos desviados no Consórcio Norte Energia. Lamenta que uma pessoa da importância do ex-deputado Delfim Neto esteja indevidamente citado no processo. Assim, como em outras investigações, o MDB acredita que a verdade aparecerá no final".

A assessoria de imprensa do PT afirma que as acusações "não têm o menor fundamento".

"As acusações dos procuradores da Lava Jato ao PT, na investigação sobre a usina de Belo Monte, não têm o menor fundamento. Na medida em que se aproximam as eleições, eles tentam criminalizar o partido, usando a palavra de delatores que buscam benefícios penais e financeiros"

Operação Buona Fortuna

A operação Buona Fortuna foi deflagrada pela PF nesta sexta-feira (9). A ação investiga o pagamento de propina de empreiteiras interessadas em participar do consórcio Norte Energia, responsável pela construção da Usina de Belo Monte.

Segundo as investigações, houve pagamento de propina para o MDB e o PT e para o ex-ministro Delfim Netto. A PF cumpriu 10 mandados de busca e apreensão, seis em São Paulo e quatro em Curitiba.

O ex-ministro Delfim Netto é o principal alvo da operação. As investigações apontam que ele recebeu R$ 15 milhões, mas apenas R$ 4 milhões foram localizados.

O procurador esclarece que Delfim Netto teria recebido a propina no período de 2012 a 2015. Os R$ 4 milhões rastreados pelas investigações foram bloqueados pela Justiça.

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