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Ministro diz que transparência depende de participação popular na fiscalização

Política

Ministro diz que transparência depende de participação popular na fiscalização

Em palestra durante seminário de controle interno, Wagner Rosário afirma que governo precisa criar ferramentas para que cidadão fiscalize

Foto: Folha Vitória
Wagner Rosário disse que sociedade precisa ajudar a fiscalizar

Não adianta nada fornecer informações se quem recebe não sabe o que fazer com isso. A afirmação é do ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Wagner Rosário. Ele foi o principal palestrante do dia no  1º Seminário Controle Interno para uma Governança Anticorrupção, promovido pela Secretaria de Controle e Transparência (Secont) e o Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), em Vitória. O ministro destacou ainda a importância de envolver a sociedade para que haja mais transparência e maior combate à corrupção no País.

"Quando a gente fala de transparência, a gente fala da capacidade que o governo tem de dar informações à sociedade. Isso é um conceito. Só que, se eu passo a informação,  e o receptor não sabe o que fazer com ela, isso não serve pra nada. Então quando a gente vai falar de governo aberto a gente ultrapassa os limites da transparência. O governo tem que ser capaz de dar a informação, de receber a contribuição da sociedade, de prestar contas e fruto dessa prestação de contas eu consigo reabastecer o sistema e conseguir respostas à sociedade"

Para essa participação efetiva da sociedade, ele afirma que é preciso desenvolver ferramentas tecnológicas de fácil acesso. Além disso, é preciso potencializar cada vez mais a contribuição do cidadão.

"Se eu não tiver um sistema em que eu preste contas, que eu dê transparência e que a sociedade passe a atuar, por óbvio, nós não temos condições de fiscalizar tudo hoje e nem vamos ter". 

Wagner Rosário também disse que a ideia é abrir a maior quantidade possível de dados do governo federal. "Este ano devemos ter duas aberturas de dados muito importantes. A primeira delas é a abertura de todas as notas fiscais  eletrônicas de contas públicas. Outra é a abertura de dados fiscais pela receita. Não é uma abertura de dados indiscriminada. Dentro de uma auditoria, caso aqueles dados sejam necessários, aí sim serão liberados, o que não acontecia antigamente".

A programação pela semana que celebra o dia de combate à corrupção continua nesta quinta,  com a  34ª Reunião Técnica do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci). As ações são promovidas em parceria com a Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont).