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Alckmin precisa arrumar o palanque em São Paulo, diz Tasso Jereissati

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Política

Alckmin precisa arrumar o palanque em São Paulo, diz Tasso Jereissati

Coordenador da campanha presidencial do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida à Presidência da República, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou nesta quarta-feira, 25, que o tucano precisa "arrumar" o cenário eleitoral em São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Para o parlamentar cearense, o palanque no Estado é o que mais preocupa o partido atualmente.

"A divisão do palanque em São Paulo é o que mais preocupa. Precisa arrumar São Paulo", disse Tasso ao Broadcast Político. No Estado, o ex-prefeito da capital paulista João Doria é o pré-candidato tucano a governador, mas tem como adversários outros aliados de Alckmin, entre eles, o atual governador paulista, Márcio França (PSB). Tasso também conta nessa "divisão" o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB).

A declaração de Tasso foi dada um dia após divulgação de pesquisa Ibope sobre o cenário eleitoral em São Paulo. Encomendado pela TV Bandeirantes, o levantamento aponta que Alckmin empata, em alguns cenários, com o deputado Jair Bolsonaro (RJ), presidenciável pelo PSL. Ambos aparecem em segundo lugar no Estado com 14% das intenções de voto, no cenário com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, mesmo preso e inelegível, lidera com 20%.

A pesquisa mostrou ainda que Dória está tecnicamente empatado com Skaf na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Segundo o levantamento, Doria tem 24% das intenções de voto, contra 19% de Skaf - a margem de erro é de 3 pontos porcentuais. O petista Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, e o atual governador paulista seguem bem atrás, com 4% e 3%, respectivamente.

Ceará

Tasso também afirmou que deverá lançar o general do Exército Guilherme Cals Theophilo como candidato ao governo do Ceará para servir de palanque para Alckmin. "Não está confirmado, mas tem tudo para ser. Está na hora de sangue novo", afirmou o senador, que recusou apelos do presidenciável tucano para que ele próprio fosse o candidato a governador. "Ele (Cals) é um amante do Ceará, tem um ótimo currículo e está sendo muito bem recebido", finalizou Tasso.