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Deputados derrubam veto e salário do governador aumentará em 2019

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Política

Deputados derrubam veto e salário do governador aumentará em 2019

Com a derrubada da proposição, o salário dos ocupantes desses cargos vai aumentar 12,6% a partir de janeiro de 2019, chegando aos seguintes valores: R$ 23 mil (governador), R$ 20,8 mil (vice-governador) e R$ 18,3 mil (secretários)

Vinte deputados estaduais derrubaram nesta segunda-feira (14) um polêmico veto proposto pelo governador Paulo Hartung (MDB) que fixava o salário do próprio governador, vice-governador e dos secretários estaduais em R$ 20.408,85, R$ 18.543,53 e R$ 16.239,30, respectivamente.

Com a derrubada da proposição, o salário dos ocupantes desses cargos vai aumentar 12,6% a partir de janeiro de 2019, chegando aos seguintes valores: R$ 23 mil (governador), R$ 20,8 mil (vice-governador) e R$ 18,3 mil (secretários). Vale ressaltar ainda que um aumento anterior de 5% já tinha sido concedido em abril, quando o governo reajustou o salário de todos os servidores do funcionalismo público.

A matéria, amplamente discutida pelo Plenário da Casa, representa um dos primeiros vetos dos parlamentares a um projeto proposto pelo governo na atual legislatura, mas, de acordo com os próprios deputados, foi vetada para poder beneficiar os servidores estaduais que tem parte dos seus salários cortados em razão do teto salarial do serviço público, que se baseia no salário do governador.

Posicionamento

Apenas os deputados Rodrigo Coelho (PDT) e Sergio Majeski (PSB) votaram pela manutenção do veto. Coelho justificou que, como líder do governo, seria mais coerente votar de acordo com o posicionamento do governador. Já Majeski disse que, como se manifestou contrariamente à proposta anteriormente, iria manter sua posição.

A deputada Janete de Sá (PMN) foi uma das que defenderam o aumento de 13% para a alta cúpula do governo a partir do ano que vem. A medida foi proposta por meio de emenda assinada pela Mesa Diretora. Segundo a parlamentar, a correção atende a servidores que atingiram o final de suas carreiras e não podem ter aumento porque o teto do Executivo estadual é o salário do governador.

Ela deu como exemplo a situação dos auditores fiscais – muitos deles acompanharam a votação nesta segunda (14) das galerias do plenário – além dos militares, médicos e delegados. “O que nós fizemos foi justiça”, defendeu.