Deficientes vão ajudar na digitalização de processos físicos do TJES

Política

Deficientes vão ajudar na digitalização de processos físicos do TJES

A digitalização dos autos contará com o trabalho de cerca de 100 pessoas com deficiência, em sua maioria surdas

Tiago Alencar

Redação Folha Vitória
Foto: Reprodução/ TJES

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) iniciou, na última segunda-feira (05), o trabalho de digitalização de processos do Poder Judiciário Estadual (PJES), na Corregedoria Geral da Justiça (CGJ-ES). 

A novidade é que a digitalização dos autos contará com o trabalho de cerca de 100 pessoas com deficiência, em sua maioria surdas.

O contrato visando à colaboração dos deficientes é fruto de uma parceria do TJES com o Centro de Treinamento de Educação Física Especial (CETEFE), uma ONG de assistência social sem fins lucrativos, cujo trabalho é direcionado à reabilitação, educação física, treinamento esportivo, inclusão social e acessibilidade de pessoas com deficiência.

As atividades de digitalização dos processos serão realizadas em uma sala ampla cedida pela CGJ-ES. Já a equipe de trabalho foi dividida em dois grupos, que atuarão em turnos diferentes: metade no período da manhã, de 7h às 13h, e a outra parte no período da tarde, das 13h às 19h.

Os primeiros processos judiciais a serem digitalizados serão os da 1ª Vara Cível de Vitória. Antes disso, no entanto, serão digitalizados os processos da Corregedoria, que, assim que finalizado o trabalho, terá todos os seus autos tramitando em meio digital.

O presidente do TJES, Fábio Clem de Oliveira, destacou a importância da contratação dos deficientes: “É um prazer conhecê-los! Estamos profundamente satisfeitos de fazer parte dessa oportunidade de inserção de vocês no mercado de trabalho, mas, muito mais do que isso, pela colaboração que temos certeza que todos vocês tem condição de nos dar”, disse.

Projeto

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) iniciou, há dez anos, um projeto de contratação de 500 deficientes auditivos para promover o escaneamento do acervo. A iniciativa permitiu a digitalização de 374 milhões de páginas de mais de 1 milhão de processos, ao mesmo tempo em que ofereceu emprego para centenas de pessoas. Atualmente, a equipe de colaboradores surdos é composta por 150 pessoas, que trabalham em regime de seis horas de trabalho, em dois turnos.


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