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Contrário ao benefício, promotor poderá receber auxílio-moradia enquanto estiver nos EUA

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Política

Contrário ao benefício, promotor poderá receber auxílio-moradia enquanto estiver nos EUA

O promotor foi escolhido para representar a Corregedoria Nacional do Ministério Público junto à vice-presidência de integridade do Banco Mundial

Após a informação de que o titular da 26ª Promotoria de Justiça Cível de Vitória, Marcelo Barbosa de Castro Zenkner, deverá se afastar por um ano de seu cargo, agora ele poderá receber auxílio-moradia enquanto estiver nos Estados Unidos. O procurador sempre se manifestou contra o benefício, mas entrou com requerimento junto ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

Ele vai se afastar do cargo a partir do dia 5, para representar a Corregedoria Nacional do Ministério Público junto à vice-presidência de integridade do Banco Mundial, em Washington, Estados Unidos. Com isso, além de o MPES ter que contratar um substituto para ocupar o posto de Zenkner durante o tempo em que ele estiver no exterior, o órgão ainda terá de manter os vencimentos do promotor nesse período.

“Fui selecionado pelo Banco Mundial para trabalhar um ano na Vice-Presidência de integridade, após análise de currículo e submissão a uma dura entrevista pessoal em Washington, cujos custos foram arcados com meus próprios recursos pessoais. Serei, se nenhum fato novo ocorrer até lá, o primeiro membro do MP Brasileiro a trabalhar nesse órgão”, afirmou o promotor.

Ainda de acordo com ele, o auxílio será para ajudar a bancar o local onde ele vai ficar. Além disso, só deve durar durante o tempo que estiver fora do Brasil. “Não tenho nenhum apoio, nem financeiro, para esse projeto, que, na minha visão, elevaria o nome do Estado. Por isso pedi o AM [auxílio-moradia] apenas para arcar os custos no período em que eu estiver morando em Washington. O valor, inclusive, será insuficiente, pois só o aluguel de um imóvel vazio, de dois quartos (minha família irá comigo) gira em torno de 2500 dólares”, alegou Zenkner.

A autorização para que ele se ausente do país por um ano é de uma portaria assinada pelo presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Rodrigo Janot, no dia 26 de junho. Antes disso, por iniciativa do corregedor nacional do Ministério Público, Cláudio Henrique Portela do Rego, o promotor foi requisitado para integrar a corregedoria como membro auxiliar. Tal requisição ocorreu poucos dias antes do fim do atual mandato da Corregedoria Nacional do Ministério Público, que termina em agosto.