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“Delações não tinham provas”, diz advogado de Hartung após PGR pedir arquivamento de citação

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Política

“Delações não tinham provas”, diz advogado de Hartung após PGR pedir arquivamento de citação

O governador do Estado foi apontado durante a delação do ex-diretor da Odebrecht como um dos políticos que teria recebido R$ 1 milhão em campanha

Após a informação de que a Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o arquivamento do caso relacionado à citação do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), na delação da Odebrecht, os advogados do governador afirmam que o pedido será homologado.

“A PGR analisou, confrontou com o que estava lá e entendeu sobre o arquivamento, que não faz sentido prosseguir com uma investigação que não tem nada que possa levar a conduta criminosa. Esse pedido encaminhado ao STJ terá um relator para apreciar e tenho certeza que será homologado. A próprio PGR que teria legitimidade para investigar foi quem pediu o arquivamento”, afirmou o advogado Rodrigo Rabello.

De acordo com Rabello, foi solicitada a possibilidade de manifestação prévia antes da PGR tomar algum posicionamento a respeito da delação. “Teve a delação do Benedito [Júnior], ex-diretor da Odebrecht, foi homologada pelo [ministro Edson] Fachin, que encaminhou a PGR vários desdobramentos, um deles sobre o governador, para analisar e tomar providencias. Nós solicitamos a PGR a possibilidade de manifestação prévia antes de posicionamento. Em julho fizemos isso, eu e o advogado Rodrigo Lisboa, e destacamos uma série de contradições que não faziam sentido. As declarações dele não tinham nenhuma comprovação e provas e o governador sempre negou todo tipo de contato com essa pessoa. Mais que isso, ele sequer foi candidato nas eleições naquele período citado. Não tem razão de arrecadar recurso sem ser candidato”, explicou.

O advogado destacou que essa foi a melhor medida que poderia ter sido tomada pela PGR. “O governador sempre usou a expressão que a delação não fica de pé. São apenas ilações que não se comprovariam. Lutamos para que fosse decidido o mais rápido. A verdade foi restabelecida. Sabia que isso ia acontecer, mas não imaginava nessa velocidade. Foi melhor que o arquivamento tenha sido pedido pelo próprio órgão que poderia pedir a investigação”, alegou.